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A Apple reduz a produção do Vision Pro e corta drasticamente o orçamento de publicidade em uma estratégia de recuo

Cryptopolitan1 de jan de 2026 às 11:25

A Apple reduziu a produção do Vision Pro e cortou drasticamente seu orçamento de publicidade, recuando consideravelmente em relação ao que deveria ser seu próximo grande lançamento.

O headset de US$ 3.499 foi anunciado como um salto na "computação espacial", mas agora é um dos fracassos mais discretos da empresa, já que apenas 45.000 unidades do Vision Pro foram vendidas durante a temporada de festas de fim de ano.

A Luxshare, parceira chinesa da Apple, encerrou a linha de produção do Vision Pro no início de 2025, após apenas 390.000 unidades terem sido enviadas em 2024, de acordo com a International Data Corporation (IDC).

Segundo a Sensor Tower a Apple reduziu o marketing digital do Vision Pro em mais de 95% em mercados importantes como os EUA e o Reino Unido.

A Apple não consegue impulsionar a demanda e não expande o Vision Pro globalmente

A empresa não lançou o Vision Pro em nenhum novo país em 2025. Ele ainda está sendo vendido diretamente em apenas 13 países, e só. Não há grande expansão, nenhuma estratégia global e definenhum crescimento. E a Apple ainda não divulgou nenhum número oficial de vendas do dispositivo.

Analistas e críticos dizem não estar surpresos. "Podemos afirmar que o custo, o formato e a falta de aplicativos nativos do VisionOS são os motivos pelos quais o Vision Pro nunca vendeu amplamente", disse Erik Woodring, do Morgan Stanley.

Outros usuários apontaram o quão pesado e desconfortável é o fone de ouvido, especialmente durante uso prolongado. A duração da bateria também não ajudou.

Em resposta, a Apple lançou uma versão mais recente do Vision Pro com o chip M5 em outubro. Ela tinha um chip mais rápido, bateria melhor e uma nova faixa de cabeça. Isso não mudou muita coisa. A maioria dos compradores continuou evitando o produto. Agora, espera-se que a Apple tente novamente com uma versão mais barata e com especificações inferiores ainda este ano. Mas não há garantia de que isso também funcione.

De acordo com a Counterpoint Research, todo o mercado de realidade virtual encolheu 14% em relação ao ano anterior. A empresa também destacou que a Meta, de Mark Zuckerberg, ainda detém cerca de 80% do mercado com seus headsets Quest, mais baratos, com preços a partir de US$ 370. Mesmo a Meta vem investindo muito menos em publicidade no último ano.

Um dos maiores problemas é a falta de conteúdo. Simplesmente não há aplicativos suficientes para despertar o interesse das pessoas pelo headset. Ao mesmo tempo, não há usuários suficientes para motivar os desenvolvedores a criarem mais aplicativos. É um impasse.

A Apple afirma que existem 3.000 aplicativos criados especificamente para o Vision Pro, mas a maioria deles são ferramentas de nicho ou desenvolvidas para empresas.

A Appfigures, uma empresa de inteligência de mercado, afirmou que muitos desses aplicativos provavelmente são específicos para determinados setores, e não para o consumidor comum. Até o momento, o Vision Pro encontrou alguma utilidade em mercados corporativos, como treinamento cirúrgico e simulação de voo. Mas isso está longe do que a Apple desejava.

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