Mosaic retira previsão de produção de fosfato para 2026 e reduz produção devido ao aumento dos custos
Por Sumit Saha
11 Mai (Reuters) - Mosaic MOS.N retirou na segunda-feira sua previsão para a produção anual de fosfato e afirmou que reduziria a produção em algumas instalações devido aos custos mais elevados em meio à volatilidade dos mercados de matérias-primas.
As ações da empresa caíram cerca de 1%, para US$ 22,07.
O conflito envolvendo os EUA, Israel e o Irã interrompeu as cadeias de suprimentos globais, elevando os preços de matérias-primas essenciais para fertilizantes, como enxofre e amônia(link), aumentando a pressão sobre as margens dos fabricantes de fertilizantes.
A Mosaic, que afirmou estar monitorando de perto os mercados de matérias-primas, também reduzirá parcialmente a produção em suas fábricas na Louisiana e em Bartow, nos EUA, e diminuirá a produção adicional no Brasil.
A medida surge na sequência do anúncio feito no mês passado (link) para paralisar suas instalações de fosfato em Araxá e Patrocínio, no Brasil, e cortar empregos, o que resultou em uma despesa de US$ 442 milhões no primeiro trimestre.
A empresa afirmou que revisará seu plano operacional para o restante do ano e poderá reduzir ainda mais a produção de fosfato caso as margens não melhorem.
"Todas as decisões que estamos tomando hoje são motivadas pelo custo marginal do enxofre... e da amônia", afirmou a empresa na teleconferência, alertando que os custos de insumos permanecerão elevados e continuarão a pressionar as margens e o fluxo de caixa.
A empresa havia projetado anteriormente que os volumes de produção de fosfato para 2026 seriam superiores a 7 milhões de toneladas.
Para o trimestre atual, a Mosaic prevê volumes de vendas de fosfato entre 1,4 e 1,7 milhões de toneladas, refletindo reduções parciais na produção em Louisiana e Bartow.
A empresa prevê que os investimentos de capital em 2026 serão de US$ 1,25 bilhão, em comparação com a previsão anterior de US$ 1,5 bilhão.
Em seu segmento de fosfatos, a Mosaic registrou um aumento de US$ 280 milhões nos custos de matérias-primas no primeiro trimestre, enquanto o custo de produção por tonelada em seu segmento de potássio subiu 7,7%, para US$ 84.
A empresa sediada em Tampa, Flórida, reportou lucro ajustado de 5 centavos por ação no trimestre, abaixo da estimativa dos analistas de 24 centavos, segundo dados da LSEG.
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