Dólar encerra quase estável frente ao real apesar de influência externa

- O dólar fechou perto da estabilidade no Brasil, apesar de ganhos firmes no exterior, influenciados por dados econômicos robustos dos EUA e medidas económicas decepcionantes da China.
- A moeda norte-americana chegou a uma alta de 5,6900 reais devido à decepção com as medidas da China, mas depois desacelerou e se aproximou da estabilidade.
- No cenário externo, a resistência técnica e preocupações fiscais com o governo Lula mantêm o dólar estabilizado no Brasil.
O dólar encerrou a quinta-feira quase estável no Brasil, fechando com uma leve baixa de 0,06% a 5,6602 reais, enquanto no mercado internacional a moeda registrou ganhos firmes. Esse comportamento foi impulsionado por dados econômicos positivos dos Estados Unidos e pela decepção com os anúncios de estímulo econômico da China.
Na B3, o contrato futuro do dólar com primeiro vencimento caiu 0,17%, sendo negociado a 5,6685 reais. Durante o dia, a moeda americana iniciou em alta, refletindo a insatisfação com as novas medidas da China para o setor imobiliário, que foram consideradas apenas complementares aos planos anteriores. "O pacote de estímulos da China veio abaixo do esperado, gerando preocupações quanto ao impacto nas economias emergentes, como o Brasil, e levando os investidores a buscar ativos considerados mais seguros", comentou Anderson Silva, da GT Capital.
A reação inicial ao anúncio chinês levou o dólar à máxima de 5,6900 reais. No entanto, a divisa desacelerou posteriormente, aproximando-se da estabilidade. Externamente, a alta do dólar foi sustentada por números positivos nos EUA, como o aumento de 0,4% nas vendas no varejo em setembro e a queda nos pedidos de auxílio-desemprego, que superaram as expectativas.
Um operador destacou o volume fraco e o movimento contido do dólar no Brasil, mesmo com ganhos internacionais. A resistência técnica em torno de 5,70 reais continua relevante. Além disso, questões fiscais relacionadas ao governo Lula e o cenário externo adverso impediram que o dólar caísse significativamente. As cotações permaneceram "travadas", com o dólar à vista atingindo sua mínima a 5,6576 reais no final da tarde.
No exterior, o dólar manteve ganhos firmes contra outras moedas, com o índice do dólar subindo 0,24% a 103,790. O Banco Central do Brasil também vendeu todos os 14.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem de vencimento de dezembro de 2024.
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