Fitch: América Latina lida com incerteza crescente devido a Trump e diminuição do espaço fiscal
- A Fitch alerta que incertezas externas e políticas dos EUA estão pressionando os países da América Latina em 2025.
- O dólar forte e juros altos nos EUA aumentam os custos de empréstimos, afetando economias regionais.
- Apesar de riscos, algumas economias têm perspectivas positivas, mas desafios fiscais persistem.
Em 2025, a América Latina enfrenta desafios significativos devido às incertezas externas provocadas por tarifas comerciais, políticas de imigração dos EUA e um ambiente financeiro globalmente mais restritivo, conforme relatório da Fitch divulgado nesta terça-feira, 4 de novembro. O relatório destaca que os países da região têm capacidade limitada para responder a esses desafios com medidas fiscais e monetárias.
A Fitch adverte que as ameaças de tarifas dos Estados Unidos e as políticas migratórias podem impactar negativamente o crescimento econômico da região. Com um dólar mais forte e taxas de juros elevadas nos EUA, os custos de empréstimos para governos e empresas latino-americanas podem aumentar, pressionando moedas locais e levando os bancos centrais a adotar uma postura mais cautelosa.
Apesar das pressões, a maioria das perspectivas de classificação de risco na região permanece estável, com exceção de cinco países — Aruba, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala e Jamaica — que têm perspectivas positivas. Nenhum país da região tem perspectiva negativa no momento.
Em termos de crescimento econômico, a Fitch prevê que a recuperação da Argentina contribuirá para uma aceleração modesta do Produto Interno Bruto (PIB) regional, que deve crescer 2,2% em 2025. No entanto, o México enfrenta riscos significativos devido ao protecionismo comercial crescente dos EUA.
Para o Brasil, espera-se uma desaceleração do crescimento econômico, impulsionada por inflação crescente, aperto monetário e incertezas fiscais. Outros países como Bolívia, Colômbia e Panamá também enfrentam grandes desafios fiscais em 2025, segundo a Fitch.
A agência conclui que o crescimento econômico moderado, a queda nos preços das commodities, as pressões de gastos sociais e a limitação no alívio das taxas de juros estão obscurecendo as perspectivas de consolidação fiscal para a região.
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