Pfizer no 2º tri de 2026: receita cresce 3% e projeção sobe
A Pfizer reportou receita de US$ 15,03 bilhões no 2º trimestre de 2026, alta de 3% ao ano, impulsionada por produtos não relacionados à COVID-19. O prejuízo GAAP de US$ 248 milhões refletiu impairments de US$ 4,3 bilhões, enquanto o lucro ajustado permaneceu estável. O forte desempenho em oncologia e medicamentos recém-lançados compensou a queda em Paxlovid e Comirnaty. A empresa elevou o ponto médio da previsão de receita anual para US$ 61,5 bilhões, mantendo o EPS ajustado. O foco estratégico permanece na execução do pipeline de obesidade e oncologia, além de iniciativas de produtividade até 2029.
A Pfizer (NYSE: PFE) reportou receita de US$ 15,03 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3% ante US$ 14,65 bilhões um ano antes, enquanto o EPS diluído reportado passou de lucro de US$ 0,51 para prejuízo de US$ 0,04; o EPS diluído ajustado foi de US$ 0,77, ante US$ 0,78. Produtos não relacionados à COVID-19 e medicamentos recém-lançados ou adquiridos impulsionaram o crescimento, mas US$ 4,3 bilhões em perdas não caixa por impairment de ativos intangíveis levaram os resultados GAAP ao prejuízo, embora o lucro ajustado tenha permanecido praticamente inalterado.
Principais resultados
A receita reportada aumentou US$ 381 milhões, incluindo um efeito favorável de US$ 217 milhões de câmbio. Em base operacional, que exclui oscilações cambiais, a receita avançou 1%; excluindo Comirnaty e Paxlovid, o crescimento operacional foi de 5%, enquanto os produtos lançados e adquiridos cresceram 18%.
O resultado dependeu fortemente do tratamento contábil. A Pfizer registrou prejuízo líquido GAAP de US$ 248 milhões devido aos encargos de impairment, enquanto o lucro ajustado ficou em aproximadamente US$ 4,44 bilhões.
| Métrica | 2º tri de 2026 | 2º tri de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Receita | US$ 15,03 bilhões | US$ 14,65 bilhões | +3% reportado; +1% operacional |
| Lucro líquido/(prejuízo) reportado | (US$ 248 milhões) | US$ 2,91 bilhões | Não significativo |
| EPS diluído/(prejuízo) reportado | (US$ 0,04) | US$ 0,51 | Não significativo |
| Lucro ajustado | US$ 4,44 bilhões | US$ 4,43 bilhões | Aproximadamente estável |
| EPS diluído ajustado | US$ 0,77 | US$ 0,78 | Queda de US$ 0,01 |
Desempenho dos negócios e produtos
A receita de BioPharma aumentou 2% em base reportada e 1% em base operacional, para US$ 14,66 bilhões. A Pfizer CentreOne gerou US$ 373 milhões, alta de 7% em base reportada e de 5% em base operacional.
Dentro de BioPharma, os ganhos em produtos cardiovasculares e oncológicos compensaram as fortes quedas no portfólio de COVID-19. As taxas de crescimento a seguir excluem os efeitos cambiais.
| Produto ou família | Variação operacional | Principal fator divulgado |
|---|---|---|
| Eliquis | +19% | Maior preço líquido nos EUA e demanda global, parcialmente compensados pela entrada de genéricos internacionais e pela erosão de preços |
| Padcev | +23% | Maior participação no mercado de primeira linha para câncer de bexiga e maior adoção em câncer de bexiga músculo-invasivo |
| Família Vyndaqel | +8% | Demanda internacional, melhor acesso e expansão no mercado dos EUA, parcialmente compensados pela erosão do preço líquido nos EUA |
| Lorbrena | +37% | Aumento da participação de pacientes de primeira linha nos EUA, na China e em outros mercados internacionais |
| Paxlovid | -95% | Menor incidência de COVID-19 e menos compras governamentais em determinados mercados |
| Comirnaty | -34% | Ajuste favorável menor de devoluções e menor utilização nos EUA após recomendações mais restritas de vacinação |
A diferença entre o crescimento operacional de 5% excluindo produtos de COVID-19 e o crescimento operacional total de 1% mostra que a queda nas receitas de Paxlovid e Comirnaty continuou mascarando o crescimento em outras áreas do portfólio.
Impairments não caixa, e não as operações ajustadas, levaram ao prejuízo GAAP
A Pfizer registrou US$ 3,72 bilhões em outras deduções líquidas, ante US$ 739 milhões um ano antes. O aumento refletiu principalmente encargos de impairment de ativos intangíveis, além de certos custos jurídicos, parcialmente compensados por um ganho com a venda do antigo investimento da Pfizer na ViiV Healthcare. O total de impairments não caixa de ativos intangíveis foi de US$ 4,3 bilhões.
A rentabilidade também enfrentou pressão operacional. O custo das vendas reportado subiu de 25,8% para 27,2% da receita, principalmente devido a um mix de vendas desfavorável e à maior amortização de ajustes de valor de estoques adquiridos, incluindo efeitos relacionados ao impairment de Oxbryta. O custo das vendas ajustado aumentou de 23,9% para 24,3% da receita.
A despesa reportada de P&D cresceu 13%, para US$ 2,81 bilhões, impulsionada principalmente por gastos planejados com candidatos em oncologia e obesidade. As despesas reportadas de vendas, informação e administração ficaram praticamente inalteradas, em US$ 3,41 bilhões, pois menores gastos em funções corporativas foram amplamente compensados pelos custos de implementação do programa de realinhamento de custos da Pfizer.
Alocação de capital e iniciativas de produtividade
Nos primeiros seis meses de 2026, a Pfizer investiu US$ 5,3 bilhões em P&D interna e aproximadamente US$ 170 milhões em transações de desenvolvimento de negócios. A companhia também pagou US$ 4,9 bilhões em dividendos em dinheiro, equivalentes a US$ 0,86 por ação. Esses valores correspondem ao acumulado no ano, e não apenas ao segundo trimestre.
A Pfizer não concluiu recompras de ações até 4 de agosto de 2026, e suas projeções financeiras não pressupõem recompras no ano inteiro. A empresa tinha US$ 3,3 bilhões restantes em autorização para recompras, mas afirmou que a desalavancagem do balanço patrimonial no longo prazo continua sendo uma prioridade.
A Pfizer também anunciou US$ 2,5 bilhões adicionais em economias de produtividade esperadas com iniciativas em andamento, que deverão ser realizadas de 2027 a 2029. Essas economias não compensam imediatamente os atuais custos de implementação nem os maiores gastos com P&D.
Pipeline e marcos de produtos
A oncologia apresentou diversos avanços comerciais e regulatórios. A FDA ampliou as aprovações de Padcev para câncer de bexiga músculo-invasivo e de Ibrance para câncer de mama avançado ou metastático HR-positivo e HER2-positivo. A análise de sete anos do estudo CROWN de Lorbrena também respaldou seu perfil clínico existente, enquanto a receita operacional do produto cresceu 37% no trimestre.
Em obesidade, a Pfizer afirmou que os resultados da Fase 2b do candidato mensal de GLP-1 berobenatide sustentaram os planos de iniciar 10 estudos de Fase 3 durante 2026, como parte de um programa mais amplo com mais de 20 estudos de obesidade. Os gastos com P&D já refletem o aumento do investimento nesse programa.
Os resultados do pipeline não foram uniformemente positivos. O estudo SigVie-002 de Fase 3, de sigvotatug vedotin, não gerou uma melhora estatisticamente significativa na sobrevida global da população total do estudo. A Pfizer continua avaliando o candidato em outros estudos de câncer de pulmão e tumores sólidos.
Outros desenvolvimentos incluíram resultados positivos de Fase 3 para Litfulo em vitiligo não segmentar e revisão prioritária da FDA para Talzenna mais Xtandi em câncer de próstata metastático sensível à castração com alterações no gene HRR, com ação regulatória esperada no último trimestre de 2026.
Projeções para 2026
A Pfizer elevou o limite inferior de sua faixa de receita para o ano inteiro, aumentando o ponto médio em US$ 500 milhões, para US$ 61,5 bilhões. Uma melhora esperada de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no desempenho de produtos não relacionados à COVID-19 foi parcialmente compensada por uma redução de US$ 1,0 bilhão na receita esperada de produtos de COVID-19, agora projetada em aproximadamente US$ 4 bilhões.
A projeção para o EPS ajustado permaneceu inalterada. A faixa incorpora um encargo antecipado de US$ 650 milhões de P&D adquirida em processo associado ao acordo de licenciamento com a Innovent Biologics, que a Pfizer espera registrar no terceiro trimestre, com impacto desfavorável aproximado de US$ 0,10 no EPS.
| Métrica | Projeção mais recente para 2026 | Projeção anterior | Alteração |
|---|---|---|---|
| Receita | US$ 60,5 bilhões–US$ 62,5 bilhões | US$ 59,5 bilhões–US$ 62,5 bilhões | Ponto médio elevado em US$ 500 milhões |
| EPS diluído ajustado | US$ 2,80–US$ 3,00 | US$ 2,80–US$ 3,00 | Reafirmada |
| Despesa ajustada de SI&A | US$ 12,5 bilhões–US$ 13,5 bilhões | US$ 12,5 bilhões–US$ 13,5 bilhões | Inalterada |
| Despesa ajustada de P&D | US$ 10,5 bilhões–US$ 11,5 bilhões | US$ 10,5 bilhões–US$ 11,5 bilhões | Inalterada |
| Alíquota efetiva ajustada | Aproximadamente 15% | Aproximadamente 15% | Inalterada |
Transações recentes de insiders
Os dados fornecidos sobre insiders contêm uma venda recente claramente identificada: a executiva Jennifer B. D’Amico vendeu ações no valor de US$ 51.400 em 9 de junho de 2026. O total agregado de seis meses classifica 818.894 ações em oito transações como compras e 2.000 ações em uma transação como vendas, mas os registros detalhados incluem concessões de ações e exercícios de derivativos; portanto, o agregado não deve ser considerado equivalente a compras discricionárias no mercado aberto.
| Insider | Data | Transação | Valor reportado |
|---|---|---|---|
| Jennifer B. D’Amico, executiva | 9 de junho de 2026 | Venda | US$ 51.400 |
Riscos que os investidores devem acompanhar
- Contração contínua da COVID-19: As quedas de Paxlovid e Comirnaty reduziram materialmente o crescimento operacional total, e a Pfizer diminuiu sua expectativa de receita de produtos de COVID-19 para o ano inteiro, de aproximadamente US$ 5 bilhões para aproximadamente US$ 4 bilhões.
- Mix de produtos e pressão sobre margens: O custo das vendas reportado aumentou como percentual da receita devido ao mix desfavorável e à contabilidade dos estoques adquiridos, limitando a contribuição para o lucro do modesto crescimento da receita.
- Execução do pipeline: O maior investimento em oncologia e obesidade aumenta a importância dos próximos resultados de estudos. O fracasso do SigVie-002 em melhorar a sobrevida global na população total do estudo ilustra o risco clínico envolvido.
- Encargos e cronograma do programa de custos: O trimestre incluiu impairments substanciais de ativos intangíveis, enquanto a transação com a Innovent acrescentará um encargo de US$ 650 milhões de P&D adquirida no terceiro trimestre. As economias de produtividade recém-anunciadas são esperadas somente de 2027 a 2029.
Resumo
O segundo trimestre da Pfizer combinou crescimento modesto da receita total com melhor ritmo em produtos não relacionados à COVID-19 e em medicamentos recém-lançados ou adquiridos. Os lucros ajustados permaneceram estáveis, mas os impairments causaram prejuízo GAAP e o mix de produtos pressionou as margens. A elevação do ponto médio da receita reflete expectativas melhores fora da COVID-19, enquanto os resultados futuros dependerão da sustentação do crescimento de medicamentos importantes, da execução do pipeline de oncologia e obesidade e da conversão das iniciativas de produtividade de longo prazo em custos menores.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
Artigos recomendados











Comentários (0)
Clique no botão $, digite o código do ativo e selecione para vincular uma ação, ETF ou outro ticker.