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PANORAMA 3-Ibovespa recua mais de 2% e dólar supera os R$5,30 com guerra no Oriente Médio

Reuters20 de mar de 2026 às 23:25

- Veja como fecharam nesta sexta-feira os mercados no Brasil, Estados Unidos e Europa, além das movimentações nas cotações de petróleo.

BOVESPA - Índice recua para mínima em 2 meses sem sinais de arrefecimento de guerra

O Ibovespa .BVSP fechou em queda de mais de 2%, mais uma vez contaminado pela aversão a risco global com os receios envolvendo o conflito no Oriente Médio e seus reflexos na economia mundial.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou 2,25%, a 176.219,40 pontos, após os ajustes, acumulando na semana uma perda de 0,81% e ampliando a queda no mês para 6,66%. O volume financeiro somou R$49,45 bilhões.

CÂMBIO - Dólar supera os R$5,30 em nova sessão de temores com a guerra no Oriente Médio

O dólar fechou com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em meio aos receios sobre os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,84%, aos R$5,3125. Foi a maior alta em um único dia desde 3 de março, na primeira semana da guerra, quando subiu 1,91%. Na semana, a divisa acumulou leve baixa de 0,08% e, no ano, recuo de 3,22%.

JURO - Taxas dos DIs disparam com escalada da guerra no Oriente Médio

As taxas dos DIs fecharam com altas firmes, impulsionadas pelo forte avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, onde investidores elevaram as apostas de que o Federal Reserve poderá subir os juros neste ano em função da guerra no Oriente Médio.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta sexta-feira:

Mês

Ticker

Taxa (% a.a.)

Ajuste anterior (% a.a.)

Variação (p.p.)

JAN/27

DIJF27

14,375

14,017

0,358

JAN/28

DIJF28

14,13

13,583

0,547

JAN/29

DIJF29

14,075

13,585

0,49

JAN/30

DIJF30

14,115

13,694

0,421

JAN/31

DIJF31

14,115

13,766

0,349

JAN/35

DIJF35

14,055

13,819

0,236

BOLSA EUA - Wall Street encerra em forte queda; turbulência no Oriente Médio aumenta medo de inflação

Wall Street encerrou em forte queda nesta sexta-feira, com perdas para os pesos pesados Nvidia NVDA.O e Microsoft MSFT.O, conforme a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã entra em sua quarta semana, aprofundando as preocupações com a inflação e o potencial para taxas de juros mais altas.

O S&P 500 .SPX caiu 1,51%, encerrando a sessão em 6.506,48 pontos, seu nível mais baixo desde setembro. O Nasdaq .IXIC caiu 2,01%, para 21.647,61 pontos, ficando quase 10% abaixo de seu recorde de fechamento em 29 de outubro. O Dow Jones Industrial Average .DJI caiu 0,96%, para 45.577,47 pontos.

BOLSA EUROPA - Ações têm 3ª perda semanal consecutiva conforme guerra no Oriente Médio alimenta temores de inflação

As ações europeias caíram pela terceira semana consecutiva, a mais longa sequência de perdas em quase um ano, uma vez que o aprofundamento do conflito no Oriente Médio alimenta temores de inflação e reaviva apostas de aumento das taxas de juros.

O índice pan-europeu STOXX 600 .STOXX fechou em queda de 1,8%, em 573,28 pontos. Ele registrou uma queda de 3,8% na semana.

PETRÓLEO - Petróleo atinge máxima desde julho de 2022 com interrupção de mais oferta no Oriente Médio

Os preços do petróleo subiram e atingiram o valor mais alto em quase quatro anos, com o Iraque declarando força maior em todos os campos de petróleo desenvolvidos por empresas petrolíferas estrangeiras e a escalada da guerra do Irã, com os Estados Unidos prontos para enviar milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio.

Os contratos futuros do Brent LCOc1 para maio subiram US$3,54, ou 3,26%, para fechar a US$ 112,19 o barril, o maior valor desde julho de 2022. Os do petróleo dos EUA West Texas Intermediate CLc1 para abril, que expiraram nesta sexta-feira, fecharam com alta de US$2,18, ou 2,27%, a US$98,32.

(PANORAMA 1, PANORAMA 2 e PANORAMA 3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

((Redação Brasília, +5511 5644 7745))

REUTERS MCM AC

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