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DIA DE NEGOCIAÇÃO-Apostando no alívio do petróleo

Reuters16 de mar de 2026 às 21:01

Por Jamie McGeever

- Wall Street (link) registrou ganhos sólidos na segunda-feira, liderada pelo setor de tecnologia, enquanto o dólar e os rendimentos dos títulos caíram, à medida que os preços voláteis do petróleo (link) por fim se estabilizaram em baixa, com a aposta – talvez mais por esperança do que por expectativa – de que a crise de abastecimento (link) do Oriente Médio pudesse em breve ser aliviada.

Mais sobre isso abaixo. Na minha coluna de hoje, analiso a semana histórica em curso na política monetária, a primeira semana desde 2021 em que os bancos centrais do 'G4' (link) estão se reunindo, e apenas a segunda de todas. A reprecificação global das taxas de juros desde o início da guerra no Oriente Médio tem sido agressiva. Agressiva demais?

Se você tiver mais tempo para ler, aqui estão alguns artigos que recomendo para ajudá-lo a entender o que aconteceu nos mercados hoje.

  1. Aliados dos EUA rejeitam pedido de apoio de Trump no Estreito de Ormuz (link)

  2. O Fed apresentará uma perspectiva atualizada, analisando através da névoa da guerra. (link)

  3. O encontro entre Trump e Xi não está em risco, mas pode ser adiado, diz a Casa Branca. (link)

  4. O presidente-executivo da Nvidia, Huang, prevê uma oportunidade de receita de pelo menos US$ 1 trilhão em chips de IA até 2027. (link)

  5. A rede elétrica nacional de Cuba entra em colapso, deixando milhões sem energia. (link)

Principais movimentos do mercado hoje

  • AÇÕES: Ásia: resultados mistos: Coreia do Sul +1,7%, Japão -0,5%. Europa (link) +0,5%, ganhos sólidos em Wall Street. S&P 500 +1%, Nasdaq +1,2%.

  • SETORES/AÇÕES: Todos os 11 setores do S&P 500 subiram. Tecnologia +1,4%, consumo discricionário +1,3%. Meta (link) +2,2%, Nvidia (link) +1,6%.

  • FX: Índice do dólar -0,6%, maior queda em um mês. Dólar australiano e dólar neozelandês são as moedas com maior valorização entre as do G10, ambas com alta de 1,4%. Moedas do Brasil, África do Sul e México +1,5%, bitcoin +4%.

  • TÍTULOS: Os rendimentos dos títulos do Treasury dos EUA caem até 7 pontos-base, e a curva de juros apresenta um leve achatamento. O corte da taxa de juros pelo Fed até o final do ano já está totalmente precificado.

  • MERCADORIAS/METAIS: Petróleo (link) queda de 3% a 5%, ouro estável (link), mas platina e paládio subiram 4%. O preço médio da gasolina nos EUA foi de US$ 3,72 por galão, um aumento de 27% no último mês.

Tópicos de discussão de hoje

Trump convoca "aliados"

Diversos aliados tradicionais dos EUA afirmaram não ter planos de auxiliar o país na tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, o que permitiria a retomada da circulação de petroleiros e ajudaria a reduzir o preço do petróleo. Vários países, incluindo Alemanha, Itália e Espanha, rejeitaram o pedido de ajuda do presidente Trump (link).

O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que não há mandato da ONU, da UE ou da Otan, acrescentando que Washington não consultou a Alemanha antes de iniciar a guerra. No início deste ano, Trump alienou aliados europeus e da Otan ao ameaçar anexar a Groenlândia. As relações estão tensas (link), e a cooperação exigirá muito mais negociação.

Reprecificação do dólar e da taxa de juros global

O dólar teve sua maior queda em mais de um mês (link) na segunda-feira, pressionado pela queda nos rendimentos dos títulos do Treasury norte-americano e com os negociadores de taxas dos EUA voltando a precificar totalmente um corte da taxa do Fed até o fim do ano. Suas perdas frente ao dólar australiano e ao dólar neozelandês foram particularmente expressivas.

Não se surpreenda, porém, se essa dinâmica se inverter rapidamente e a volatilidade cambial permanecer elevada esta semana, com a reunião do Fed e de outros sete bancos centrais do G10. O primeiro a se reunir será o RBA na terça-feira. Mesmo que nenhum deles, ou apenas o RBA, altere as taxas de juros, isso já representa uma grande quantidade de orientações e sinais para os mercados assimilarem.

Relações EUA-China em destaque

O secretário do Treasury dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, lideraram conversações "francas e construtivas" (link) em Paris, definindo possíveis "resultados a serem entregues" aos presidentes Trump e Xi Jinping em sua cúpula em Pequim, agendada para 31 de março a 2 de abril.

Agora, está em dúvida se essa cúpula ocorrerá conforme planejado, depois que Bessent e a Casa Branca (link) disseram que ela poderia ser adiada se Trump precisasse permanecer em Washington para conduzir a guerra contra o Irã (link). A cúpula será daqui a duas semanas. Podem ser duas semanas muito longas.

O que poderá movimentar os mercados amanhã?

  • Desenvolvimentos no Oriente Médio

  • Movimentos do mercado de energia

  • Austrália (link) Decisão sobre a taxa de juros: a governadora Michele Bullock realiza coletiva de imprensa.

  • Indonésia (link) decisão da taxa de juros

  • Índice de sentimento do investidor ZEW da Alemanha (Março)

  • Vendas de casas pendentes nos EUA (Fevereiro)

  • O Treasury dos EUA vende US$ 13 bilhões em títulos de 20 anos em leilão.

  • Reserva Federal dos EUA (link) inicia sua reunião de política monetária de dois dias.

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As opiniões expressas são do autor. Elas não refletem as opiniões da Reuters News, que, de acordo com os Princípios de Confiança (link), está comprometida com a integridade, a independência e a ausência de preconceito.

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