16 Mar (Reuters) - Os futuros de Wall Street subiam nesta segunda-feira, com as ações da Meta entre as principais altas, após uma reportagem indicar que a gigante estava se preparando para demissões em massa relacionadas à inteligência artificial, mesmo com os preços elevados do petróleo bruto devido ao conflito no Oriente Médio limitando o apetite pelo risco.
A Meta META.O subia 3% nas negociações de pré-mercado depois que uma reportagem da Reuters disse que estava planejando reduzir 20% ou mais sua força de trabalho para compensar os altos custos com investimentos em infraestrutura de inteligência artificial e se preparar para a maior eficiência proporcionada por funcionários assistidos por IA.
A empresa controladora do Instagram se junta a anúncios semelhantes feitos pela Amazon.com AMZN.O e pela Block XYZ.N no início deste ano.
A IA deve permanecer no centro das atenções nesta semana, com a conferência anual de desenvolvedores da gigante de chips Nvidia NVDA.O agendada para o final do dia, e os resultados da Micron MU.O. A gigante de eletrônicos de Taiwan, Foxconn 2317.TW, também emitiu uma forte previsão de receita trimestral.
"Se Jensen puder mostrar que a Nvidia tem o hardware para liderar não apenas na construção de IA, mas também na potencialização de seu uso diário, esse evento pode ser um momento importante na construção da confiança de que a Nvidia continuará sendo o nome definitivo na próxima etapa da corrida da IA", disse Matt Britzman, analista sênior de ações da Hargreaves Lansdown, que detém ações da empresa de chips.
A Nvidia se valorizava 1%, enquanto a Micron saltava 4% após um aumento no preço-alvo da corretora RBC. A Tesla TSLA.O também subia 1% depois que o presidente-executivo Elon Musk disse que o projeto Terafab da empresa para fabricar chips de inteligência artificial será lançado em sete dias.
Os preços do petróleo bruto, estabilizados em US$100 por barril, mantinham os investidores cautelosos, já que o tráfego marítimo pelo crucial Estreito de Ormuz permaneceu praticamente interrompido e as exigências do presidente dos EUA, Donald Trump, para que se formasse uma coalizão para garantir a passagem segura pareciam ser em vão.
É provável que o impacto dos elevados custos de energia seja o principal foco das reuniões dos bancos centrais em todo o mundo nesta semana, com o Federal Reserve também tendo que considerar os custos tarifários e os sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho.
Espera-se que as taxas de juros permaneçam inalteradas ao final da reunião de dois dias do Fed, na quarta-feira, e os operadores adiaram suas expectativas de um corte de pelo menos 25 pontos-base para somente após outubro, de acordo com dados compilados pela LSEG, em comparação com a previsão de julho divulgada no mês passado.
O futuro do Dow Jones YMcv1 subia 88 pontos, ou 0,19%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 EScv1 subia 27,25 pontos, ou 0,41%, e o futuro do Nasdaq 100 NQcv1 avançava 124,25 pontos, ou 0,51%.
(Reportagem de Johann M Cherian em Bengaluru)
((Tradução Redação Barcelona))
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