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Cintas, empresa de aluguel de uniformes, expande atuação na América do Norte com acordo de US$ 5,5 bilhões com a UniFirst

Reuters11 de mar de 2026 às 13:33

Por Savyata Mishra

- A Cintas CTAS.O anunciou na quarta-feira que concordou em comprar a concorrente menor UniFirst UNF.N em um negócio em dinheiro e ações avaliado em US$ 5,5 bilhões, combinando duas das maiores fornecedoras de vestuário de trabalho e serviços de instalações da América do Norte.

A Cintas ofereceu um total de US$ 310 por ação da UniFirst, o que representa um prêmio de cerca de 20% em relação ao último fechamento das ações.

As ações da UniFirst subiram 7% no início do pregão, enquanto as da Cintas caíram 1,2%.

O acordo encerra uma negociação de vários anos, na qual a Cintas fez pelo menos três propostas formais desde 2022.

A UniFirst rejeitou uma oferta de US$ 5,3 bilhões de dólares (link) no ano passado, e em dezembro, a Cintas adicionou uma taxa de rescisão reversa de US$ 350 milhões à sua oferta de US$ 275 por ação para levar a empresa à mesa de negociações.

A Cintas aposta no acordo para expandir seu alcance e reduzir custos, combinando rotas de entrega, fábricas e cadeias de suprimentos, buscando competir melhor com rivais como a Aramark ARMK.N, que vem expandindo sua oferta de serviços de vestuário e instalações.

"Os clientes da Cintas e da UniFirst poderão adicionar novos produtos e serviços da empresa combinada, o que tornará nossa oferta mais competitiva em um setor dinâmico e em constante evolução", disse o presidente-executivo da Cintas, Todd Schneider, em uma teleconferência com analistas.

A empresa resultante da fusão atenderá cerca de 1,5 milhão de clientes nos Estados Unidos e Canadá, oferecendo uma gama mais ampla de serviços de uniformes, limpeza e primeiros socorros.

A Cintas prevê economizar cerca de US$ 375 milhões ao longo de quatro anos, reduzindo os custos sobrepostos em materiais, produção e operações de serviços.

Os membros da família Croatti, fundadores da UniFirst, que controlam cerca de dois terços do poder de voto, concordaram em votar a favor da aquisição e manterão uma participação acionária na empresa resultante da fusão.

A Engine Capital, que detém cerca de 3,2% da UniFirst, iniciou uma disputa por procuração no ano passado, pressionando a empresa a buscar uma venda. O investidor ativista não conseguiu eleger representantes para o conselho devido à estrutura de votação de dupla classe.

Na quarta-feira, a empresa classificou o acordo com a Cintas como "a transação certa, pelo preço certo, com o parceiro certo".

A conclusão do negócio está prevista para o segundo semestre, sujeita às aprovações dos órgãos reguladores e dos acionistas da UniFirst.

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

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