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DIA DE NEGOCIAÇÃO-Inversão de papéis, enquanto Wall Street fica para trás

Reuters10 de mar de 2026 às 21:02

Por Jamie McGeever

- O petróleo (link) despencou mais de 10% na terça-feira, a maior queda em um único dia desde 2022, devido à esperança de que o conflito no Oriente Médio diminua. As ações asiáticas e europeias (link) subiram acentuadamente, mas, em um caso raro desde o início da guerra, Wall Street ficou para trás e as ações norte-americanas (link) registraram perdas moderadas.

Na minha coluna de hoje (link) observo paralelos entre as tensões emergentes nos mercados de crédito privado hoje e as hipotecas subprime nos EUA em 2007. Claro, isso não significa que uma crise global se seguirá, mas os investidores devem estar cientes dos riscos potenciais subjacentes.

Se você tiver mais tempo para ler, aqui estão alguns artigos que recomendo para ajudar a entender o que aconteceu nos mercados hoje.

  1. Dia mais intenso de ataques contra o Irã até agora, apesar das apostas do mercado de que a guerra terminaria em breve. (link)

  2. Os ministros de energia do G7 não avançaram com a liberação das reservas de petróleo e pediram à AIE (Agência Internacional de Energia) que estudasse as opções. (link)

  3. Aramco prevê "consequências catastróficas" para os mercados de petróleo caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado. (link)

  4. Como o choque do petróleo e o estresse financeiro podem se alimentar mutuamente: Mike Dolan (link)

  5. As exportações da China disparam em 2026 após um ano recorde. (link)

Hoje's Key Market Moves

  • AÇÕES: Ganhos sólidos na Ásia, especialmente na Coreia do Sul (+6%), e os principais índices europeus subiram até 3%. Desta vez, Wall Street ficou para trás: o S&P 500 caiu 0,2%; Nasdaq e Dow fecharam estáveis.

  • SETORES/AÇÕES: Apenas dois setores dos EUA registraram alta: serviços de comunicação e tecnologia. O setor de energia caiu 1,3%. 3M, Cisco e Caterpillar foram as três maiores altas do Dow Jones, enquanto Boeing, Salesforce e Chevron foram as maiores quedas. Oracle (link) +8% após o fechamento do mercado.

  • FX: O dólar cai com a dissipação da busca por segurança. O dólar australiano (link) foi o melhor desempenho do G10, o peso chileno (link) o melhor desempenho global, com +2%.

  • TÍTULOS: Os rendimentos dos títulos do Treasury dos EUA invertem a tendência, fechando ligeiramente em alta no longo prazo. A curva de juros se acentua em até 4 pontos-base. O leilão de títulos de três anos apresenta desempenho fraco.

  • MERCADORIAS/METAIS: Petróleo (link) despencou 11% em outra sessão volátil. Ouro (link) -2%.

Tópicos de discussão de hoje

O momento certo é tudo

Como em muitas coisas na vida, o timing é tudo no investimento. No mercado financeiro, é ainda mais crucial. Nesse sentido, as últimas 24 horas foram particularmente desafiadoras para os operadores de petróleo, para dizer o mínimo, com os preços do petróleo bruto registrando as maiores oscilações intradiárias da história.

Com o petróleo sendo negociado em uma faixa de US$ 36 durante o pregão, como aconteceu na segunda-feira, fortunas e carreiras podem ser feitas — ou perdidas — em minutos. Posições alavancadas estarão particularmente expostas, e não seria nenhuma surpresa se em breve se descobrisse que alguns fundos de hedge sofreram grandes perdas.

Notícias falsas?

Sublinhando a sensibilidade dos mercados às notícias neste momento, o petróleo ampliou as fortes perdas na terça-feira, depois que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, publicou no X que a Marinha dos EUA escoltou um petroleiro pelo Estreito de Ormuz, indicando que as restrições de oferta podem estar diminuindo.

Mas a publicação foi apagada (link) minutos depois, e o petróleo recuperou-se para cerca de US$ 10, uma recuperação impulsionada por uma reportagem da CBS que indicava que a inteligência norte-americana havia detectado sinais de que o Irã poderia estar considerando medidas para implantar minas no Estreito de Ormuz. As manchetes sempre podem influenciar os mercados. Mas estes são tempos extraordinários.

Troca de lugares

A poderosa máquina de exportação da China (link) está acelerando rapidamente. As exportações nos dois primeiros meses deste ano dispararam 22%, mais de três vezes o ritmo de crescimento de dezembro e a previsão da pesquisa da Reuters. O superávit comercial de janeiro a fevereiro foi de US$ 213 bilhões.

Com as tarifas restringindo as exportações para os EUA, o comércio com o resto do mundo está em plena expansão. O superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão do ano passado, que reacendeu as críticas ao regime cambial da China, pode ser superado este ano. Enquanto isso, dados divulgados em Berlim na terça-feira mostraram que as exportações alemãs (link) encolheram em janeiro ao ritmo mais acelerado desde maio de 2024.

O que poderá movimentar os mercados amanhã?

  • Desenvolvimentos no Oriente Médio

  • Movimentos do mercado de energia

  • Inflação atacadista no Japão (Fevereiro)

  • Inflação do IPC na Alemanha (Fevereiro, final)

  • Pedro Machado e Isabel Schnabel, membros do conselho do Banco Central Europeu, discursam em eventos separados.

  • O Treasury dos EUA vende US$ 39 bilhões em títulos de 10 anos em leilão.

  • Inflação do IPC dos EUA (Fevereiro)

  • Michelle Bowman, vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve dos EUA, fala sobre supervisão e regulamentação.

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As opiniões expressas são da autoria do autor. Elas não refletem as opiniões da Reuters News, que, de acordo com os Princípios de Confiança, (link), está comprometida com a integridade, a independência e a ausência de preconceito.

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