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MERCADOS GLOBAIS-Ações e títulos caem com ameaça de choque na inflação por alta do petróleo

Reuters9 de mar de 2026 às 14:22

Por Lawrence Delevingne e Nell Mackenzie

- Wall Street abriu em baixa nesta segunda-feira uma vez que o choque inflacionário devido à alta dos preços do petróleo ameaça aumentar os custos de vida e as taxas de juros em todo o mundo, enquanto os investidores desesperados por liquidez fugiam para o dólar.

Os futuros do petróleo bruto em Londres e Nova York subiram quase 30% mais cedo, chegando a quase US$120 por barril, um dos maiores saltos diários já registrados, ameaçando aumentar os custos de produtos como gasolina e combustível de aviação. Em seguida os preços devolveram os ganhos, com o petróleo bruto dos EUA CLc1 subindo 7,72%, a US$97,92 por barril, e o Brent LCOc1 sendo negociado a US$100,56 por barril, com alta de 8,49% no dia.

O nervosismo dos investidores em relação ao aumento dos preços da energia significou uma onda de vendas nos mercados acionários e de títulos globais. No início das negociações, o Dow Jones Industrial Average .DJI caía 1,4%, o S&P 500 .SPX perdia 1,26% e o Nasdaq Composite .IXIC tinha queda de 1,16%.

O Irã nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, sinalizando que a linha-dura continua firmemente no comando após uma semana de guerra com os Estados Unidos e Israel.

É improvável que isso seja bem recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou o filho de "inaceitável".

Com a continuação das hostilidades no Oriente Médio e a impossibilidade de os navios-tanque atravessarem o Estreito de Ormuz em meio à ameaça de ataques de drones iranianos, os investidores estavam se preparando para um longo período de custos de energia mais altos.

Investidores aguardavam a resposta de Washington, disse Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities da RBC Capital Markets. "Sem uma definição clara do que é vencer, é difícil prever se esse será um conflito de várias semanas ou vários meses."

As ações europeias caíram para o nível mais baixo em mais de dois meses nesta segunda-feira, com o índice pan-europeu STOXX 600 .STOXX recuando 1,76% em uma terceira sessão de perdas. O índice de referência teve queda de 5,5% na semana passada, seu pior desempenho semanal em quase um ano.

O aumento do preço do petróleo foi preocupante para os principais importadores de petróleo nos mercados asiáticos, com o índice acionário japonês Nikkei .N225 fechando em queda de 5,2%.

Nos mercados de títulos, o risco de aumento da inflação superou a avaliação de porto seguro do ativo para elevar os rendimentos em todo o mundo. Os rendimentos do Treasury de 10 anos US10YT=RR subiam 2,6 pontos-base, para 4,158%, acima da mínima de 3,926% registrada há apenas uma semana.

Os juros futuros 0#FF caíam, uma vez que os investidores temem que o risco de uma inflação mais alta dificultará o afrouxamento da política monetária do Federal Reserve, embora os números decepcionantes do setor de empregos dos EUA pareçam argumentar a favor do estímulo.

Os investidores nervosos buscavam a liquidez do dólar e evitavam as moedas de países que são importadores de energia, incluindo o Japão e grande parte da Europa.

O dólar subia 0,35% ante a moeda japonesa, sendo negociado a 158,27 ienes JPY=EBS. O euro caía 0,33%, para US$1,1558 EUR=EBS.

(Reportagem de Lawrence Delevingne, Nell Mackenzie e Wayne Cole)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS CMO

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