
6 Fev (Reuters) - As ações da Molina Healthcare MOH.N despencaram cerca de 30% nas negociações pré-mercado na sexta-feira, depois que a seguradora de saúde norte-americana previu um lucro para 2026 inferior à metade das expectativas de Wall Street, devido ao aumento dos custos médicos em seus planos de saúde com apoio governamental.
A empresa também afirmou que deixará de oferecer planos de medicamentos prescritos do Medicare Advantage em 2027 devido ao baixo desempenho do negócio.
Assim como outras empresas do setor, a companhia vem enfrentando custos elevados, o que a levou a reduzir (link) sua previsão diversas vezes no ano passado.
"Acreditamos que o desequilíbrio entre as taxas e a tendência indica que 2026 será o ponto mais baixo para as margens do setor do Medicaid", disse Joseph Zubretsky, presidente-executivo da Molina.
A Molina vende principalmente planos do Medicaid para norte-americanos de baixa renda e também oferece cobertura pelo Affordable Care Act, comumente conhecido como Obamacare.
Esses planos subsidiados pelo governo, que são baseados na renda, incluem um fundo de ajuste de risco que reembolsa as seguradoras que cobrem uma parcela desproporcional de membros mais doentes.
Embora a Molina tenha reduzido significativamente as expectativas de lucro para 2026, a sensibilidade dos lucros da empresa à potencial pressão sobre as margens do Medicaid é considerável, afirmou o analista da Baird, Michael Ha.
Segundo dados da LSEG, a Molina prevê um lucro ajustado por ação de pelo menos US$ 5,00 em 2026, bem abaixo da estimativa dos analistas de US$ 13,76.
A empresa afirmou que deixará o programa federal Medicare Advantage Parte D em 2027, um negócio que gera cerca de US$ 1 bilhão em prêmios anuais com o fornecimento de cobertura de medicamentos prescritos para idosos e pessoas com deficiência.
O desempenho abaixo do esperado desse segmento reduziu a previsão para 2026 em US$ 1 por ação, enquanto a implementação de um novo contrato com o Medicaid da Flórida reduziu os lucros em mais US$ 1,50 por ação.