
3 Fev (Reuters) - A empresa de agroquímicos Corteva CTVA.N não atingiu as estimativas de Wall Street para as vendas líquidas do quarto trimestre na terça-feira, arrastada por menores volumes de vendas em seus negócios de proteção de cultivos e sementes, o que fez com que suas ações caíssem cerca de 4% nas negociações pós-mercado.
O volume de vendas de proteção de cultivos caiu 2% devido a uma mudança sazonal na América do Norte e ao momento da demanda por fungicidas na América Latina, enquanto o volume de sementes caiu 8% devido ao atraso nos embarques da América do Norte e ao fato de os agricultores da América Latina terem feito pedidos antecipadamente para a segunda temporada de plantio.
A queda nos preços das safras, a demanda enfraquecida e o aumento das tensões geopolíticas reduziram a lucratividade em toda a cadeia de suprimentos agrícolas, pressionando empresas do agronegócio como a Corteva, enquanto o setor enfrentava um final de 2025 desafiador.
As vendas líquidas trimestrais do segmento de sementes caíram 2%, para US$ 1,74 bilhão, enquanto as do segmento de proteção de cultivos recuaram 1%, para US$ 2,17 bilhões.
A empresa sediada em Indianápolis reportou vendas líquidas de US$ 3,91 bilhões durante o período. Analistas, em média, estimavam vendas de US$ 4,24 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
A Corteva afirmou que estava no caminho certo para concluir a separação (link) de seus negócios de sementes e proteção de cultivos em duas empresas de capital aberto, conforme anunciado no ano passado.
A empresa prevê que o lucro operacional para o ano inteiro ficará entre US$ 3,45 e US$ 3,70 por ação.
A expectativa é de que o setor global de proteção de cultivos apresente uma leve melhora, com aumento do volume de vendas, o que deverá compensar amplamente as atuais pressões sobre os preços em regiões-chave, como a América Latina e a Ásia-Pacífico.