
30 Jan (Reuters) - Na sexta-feira, a American Express previu um lucro anual amplamente acima das expectativas de Wall Street, o que demonstra a resiliência dos gastos da sua base de clientes, em grande parte abastada, em meio à incerteza econômica generalizada.
A empresa AXP.N prevê lucro por ação para 2026 entre US$ 17,30 e US$ 17,90. O ponto médio dessa faixa está acima da projeção média dos analistas, de US$ 17,41 por ação, segundo estimativas compiladas pela LSEG. A receita deverá crescer entre 9% e 10%, contra uma expectativa de cerca de 9%.
Analistas afirmam que o foco da AmEx no segmento premium protege a empresa de uma desaceleração mais ampla nos gastos e ajuda a gerar um crescimento sólido.
"Como demonstrado pelos nossos resultados, os nossos investimentos estão dando frutos – impulsionando o aumento da procura, do envolvimento e da fidelização dos clientes", afirmou o presidente-executivo Stephen Squeri em comunicado.
O volume de negócios faturados, uma medida dos gastos com cartões AmEx, aumentou 9%, atingindo US$ 445,1 bilhões no quarto trimestre.
Em dezembro, a empresa reportou um crescimento de 9% nos gastos do consumidor no varejo dos EUA durante a importante semana do feriado de Ação de Graças, antecipando um relatório da Adobe Analytics que apontava para um aumento de 7,7% nos gastos em geral.
As ações da empresa de cartões de crédito subiram 24,7% em 2025, superando o desempenho das rivais Visa V.N, que registraram alta de 11%, e Mastercard MA.N, de 8,4%.
O lucro da American Express foi de US$ 3,53 por ação nos três meses encerrados em 31 de dezembro. Isso se compara a US$ 3,04 por ação no mesmo período do ano anterior. A receita cresceu 10%, atingindo US$ 18,98 bilhões.
A atenção dos investidores está voltada para como a AmEx lidará com um possível limite de um ano (link) sobre as taxas de juros de cartão de crédito propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para lidar com preocupações sobre a acessibilidade financeira.
Entidades do setor bancário e de cartões se opuseram veementemente (link) à proposta, argumentando que ela limitaria o acesso ao crédito para os norte-americanos comuns.
Embora analistas tenham dito (link) tal medida exigiria legislação e tem poucas chances de aprovação, a proposta afetou negativamente as ações do setor financeiro, que despencaram (link) no início deste mês.