
23 Jan (Reuters) - As ações europeias caíam nesta sexta-feira e estavam a caminho de encerrar sua maior sequência de ganhos semanais desde maio, com os investidores avaliando as possíveis consequências do recente agravamento das tensões comerciais envolvendo a Groenlândia.
O índice pan-europeu STOXX 600 .STOXX se desvalorizava 0,1%, prestes a encerrar uma série de cinco semanas de ganhos. O índice de referência perdia 1% até o momento nesta semana.
"Vimos um aumento geral na incerteza este ano. Mesmo que a questão da Groenlândia pareça resolvida por enquanto, os investidores estão se retraindo porque estão preocupados com a possibilidade de que ela volte à tona", disse Michael Field, estrategista-chefe de ações europeias da Morningstar.
Os mercados foram abalados esta semana depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou implementar tarifas sobre oito países europeus até que Washington fosse autorizada a comprar a Groenlândia. Embora ele tenha posteriormente retirado a ameaça, citando um acordo com a Otan, os investidores continuam cautelosos com a possibilidade de as tarifas serem usadas como moeda de troca.
As ações de viagens .SXTP e tecnologia .SX8P estiveram entre as que mais recuavam no STOXX 600, caindo 1,1% e 1%, respectivamente.
As ações de telecomunicações .SXKP e energia .SXEP subiam 1,1% cada, limitando as perdas.
A BASF BASFn.DE cedia 1,1%, depois que os números preliminares mostraram que o lucro da química alemã caiu em 2025, devido a margens mais baixas e efeitos cambiais negativos.
. Em LONDRES, o índice Financial Times .FTSE recuava 0,14%, a 1.135 pontos.
. Em FRANKFURT, o índice DAX .GDAX caía 0,18%, a 24.812 pontos.
. Em PARIS, o índice CAC-40 .FCHI perdia 0,60%, a 8.099 pontos.
. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib .FTMIB tinha desvalorização de 0,58%, a 44.829 pontos.
. Em MADRI, o índice Ibex-35 .IBEX registrava baixa de 0,64%, a 1.550 pontos.
. Em LISBOA, o índice PSI20 .PSI20 desvalorizava-se 0,35%, a 8.574 pontos.
(Reportagem de Niket Nishant em Bengaluru)
((Tradução Redação Barcelona))
REUTERS MS