
20 Jan (Reuters) - Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq caíam para mínimos de um mês nesta terça-feira, à medida que os operadores dos EUA retornavam de um fim de semana prolongado e testemunhavam uma queda nos mercados globais após o presidente Donald Trump renovar suas ameaças tarifárias contra a Europa em relação ao controle da Groenlândia.
Em um sinal de aversão global ao risco, os preços do ouro atingiram níveis recordes, as ações em todo o mundo caíram e os títulos do Tesouro dos EUA eram vendidos. As bolsas dos EUA ficaram fechadas na segunda-feira devido ao feriado em homenagem a Martin Luther King Jr.
Trump disse no sábado que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido - todos já sujeitos a tarifas impostas pelos EUA.
As tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que fosse fechado um acordo para a compra da Groenlândia pelos EUA, escreveu Trump em uma postagem no Truth Social. Os líderes da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, e da Dinamarca insistiram que a ilha não está à venda.
"Investidores esperam que haja algum tipo de acordo de desescalonamento na Groenlândia que elimine o risco de um rompimento ou, pelo menos, de uma ruptura séria na aliança da Otan. Se a crise se aprofundar, é improvável que isso signifique boas notícias para as ações globais", disse Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell.
O índice de volatilidade CBOE .VIX, também conhecido como medidor do medo de Wall Street, atingia uma alta de dois meses, com 20,61 pontos.
O futuro do S&P 500 EScv1 caía 1,61%, enquanto o contrato futuro do Nasdaq 100 NQcv1 tinha queda de 1,97%, e o futuro do Dow Jones YMcv1 recuava 1,47%.
Em uma semana movimentada para a divulgação de dados, incluindo os números do PIB dos EUA do terceiro trimestre e os PMIs de janeiro, os traders também se concentrarão nos relatórios trimestrais de lucros, nos discursos dos líderes mundiais em Davos e em uma possível decisão da Suprema Corte sobre as tarifas de Trump.
(Reportagem de Sruthi Shankar em Bengaluru)
((Tradução Redação Barcelona))
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