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Lucro e receita de juros do Wells Fargo ficam abaixo das estimativas; ações caem

Reuters14 de jan de 2026 às 13:08

- O Wells Fargo WFC.N não atingiu as estimativas dos analistas para o lucro e a receita de juros do quarto trimestre, o que fez com que suas ações caíssem antes da abertura do mercado.

O banco, que havia reduzido duas vezes suas expectativas de receita anual de juros no ano passado, disse que a receita líquida de juros — a diferença entre o que ganha com empréstimos e o que paga em depósitos — aumentou 4%, para US$ 12,33 bilhões no trimestre em comparação com o ano anterior, mas ficou abaixo das expectativas de US$ 12,46 bilhões.

Wells Fargo prevê que a receita com juros será de cerca de US$ 50 bilhões em 2026. Analistas, em média, esperavam US$ 50,33 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.

As ações do banco, que haviam subido 32,7% em 2025, caíram 1,7% antes da abertura do mercado.

O quarto maior banco dos EUA anunciou nesta quarta-feira que seu lucro líquido foi de US$ 5,36 bilhões, ou US$ 1,62 por ação, nos três meses encerrados em 31 de dezembro. Em comparação, o mesmo período do ano anterior foi de US$ 5,08 bilhões, ou US$ 1,43 por ação.

Analistas de Wall Street previam lucros de US$ 1,67, de acordo com estimativas compiladas pela LSEG.

O banco registrou US$ 612 milhões em despesas com indenizações por rescisão de contrato no trimestre, como parte de seus cortes de pessoal.

Os resultados coroam um ano forte para o banco norte-americano, já que os reguladores removeram o limite de ativos de US$ 1,95 trilhão em junho, suspendendo uma penalidade relacionada ao escândalo de contas falsas do Wells Fargo, permitindo que o banco crescesse e elevando o total de ativos para mais de US$ 2 trilhões no ano passado pela primeira vez.

"Financiamos investimentos significativamente maiores em infraestrutura e crescimento dos negócios, gerando maiores economias... A evidência desse crescimento pode ser vista em toda a empresa", disse o presidente-executivo Charlie Scharf em um comunicado.

O Wells Fargo também encerrou sete acordos de consentimento no ano passado, pondo fim aos seus problemas regulatórios relacionados ao escândalo de contas falsas. Ainda resta um acordo de consentimento pendente, de 2018.

CORTES DE EMPREGOS

Sob a gestão de Scharf, o banco otimizou seu quadro de funcionários, priorizando cortes de custos para financiar iniciativas de crescimento a longo prazo.

Scharf afirmou no mês passado que o Wells Fargo continuará reduzindo o número de funcionários, (link) à medida que se concentra em se tornar mais eficiente, acrescentando que a inteligência artificial (link) apresenta uma grande oportunidade para aumentar a produtividade.

O Wells Fargo encerrou 2025 com 205.198 funcionários, em comparação com 210.821 em 30 de setembro. Seu quadro de funcionários vem caindo a cada trimestre desde o final de 2020.

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