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MERCADOS GLOBAIS-Ações ficam sem direção comum após dados de inflação dos EUA, com geopolítica e Fed em foco

Reuters13 de jan de 2026 às 17:00

Por Isla Binnie e Amanda Cooper

- Os índices de Wall Street operavam sem direção comum nesta terça-feira e o dólar reduziu os ganhos depois que dados de inflação dos Estados Unidos reforçaram as perspectivas de cortes na taxa de juros este ano, enquanto os preços do petróleo subiam conforme a agitação no Irã superava as preocupações com o excesso de oferta.

A promessa na segunda-feira do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 25% sobre qualquer país que faça negócios com o Irã, juntamente com seus ataques à independência do Federal Reserve, aumentaram a incerteza do mercado, mantendo os investidores cautelosos.

Alimentos e aluguéis caros elevaram o índice de preços ao consumidor em 0,3% em dezembro, com uma taxa anual de 2,7%. O núcleo do índice subiu 0,2% no mês. As leituras ficaram em linha com as expectativas e reforçaram as apostas de que o Federal Reserve terá mais espaço para fazer cortes de juros.

"Essas leituras reforçam a noção de que a inflação está se moderando, e o Fed poderá reduzir os juros este ano", disse Gene Goldman, diretor de investimentos da Cetera Investment Management.

O Dow Jones Industrial Average .DJI caía 0,67%, para 49.256,12 pontos, enquanto o S&P 500 .SPX recuava 0,26%, a 6.958,83 pontos, e o Nasdaq Composite .IXIC perdia 0,18%, para 23.691,39 pontos.

O índice do dólar =USD, que mede a moeda norte-americana em relação a uma cesta de moedas, incluindo o iene e o euro, subia 0,19%, para 99,06, com o euro EUR= em queda de 0,1%, a US$1,1655.

Os mercados iniciaram 2026 com uma lista de pontos de conflito geopolíticos, incluindo Irã, Groenlândia e Venezuela, aumentando a preocupação com as avaliações das ações.

Mas, por enquanto, os investidores parecem satisfeitos em empurrar os mercados para cima, uma dinâmica que os estrategistas chamam de "escalar o muro das preocupações".

A perseguição de Trump ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, continua a gerar alarme, com três ex-presidentes do Fed assinando uma declaração na segunda-feira condenando o ataque do governo à independência do banco central.

Eles alertaram que isso é mais comum em "economias emergentes com instituições fracas" e pode ter consequências altamente negativas para a inflação.

Os preços do petróleo atingiram máximas de várias semanas devido a preocupações de que as exportações do Irã poderiam diminuir conforme o membro da Opep reprime as manifestações contra o governo.

Essas preocupações não foram suficientes para equilibrar a perspectiva de mais oferta vinda da Venezuela após a intervenção dos EUA para destituir o presidente Nicolás Maduro.

O petróleo bruto dos EUA CLc1 subia 2,67%, para US$61,09 por barril, e o Brent LCOc1 era negociado a US$65,50 por barril, com alta de 2,55% no dia.

(Reportagem adicional de Karen Brettell e Sinead Carew, Wayne Cole em Sydney e Amanda Cooper em Londres)

((Tradução Redação São Paulo))

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