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Café arábica avança por preocupações com tarifas dos EUA; açúcar tem mínima de 2 meses

Reuters4 de set de 2025 às 20:41

- Os contratos futuros do café arábica na ICE subiram nesta quinta-feira, com a estatal brasileira Conab alertando sobre o aumento dos preços na esteira da decisão dos EUA de impor tarifas de 50% sobre as importações do Brasil.

O açúcar bruto atingiu uma mínima de dois meses.

CAFÉ

Os contratos futuros do café arábica KCc2 fecharam em alta de 0,75 centavo, ou 0,2%, a US$3,744 por libra-peso, tendo atingido um pico em quatro meses de US$3,9130 na semana passada.

A Conab disse em um relatório que não será fácil para os EUA substituir o café brasileiro por produtos de outras origens em um mercado global já impulsionado por estoques apertados, acrescentando que a tendência de aumento dos preços pode persistir.

Os EUA são o maior consumidor de café do mundo, enquanto o Brasil é o maior produtor e exportador.

Ao mesmo tempo, a Conab reduziu sua previsão para a safra de café do Brasil em 2025, fixando-a em 55,2 milhões de sacas, ante 55,7 milhões anteriormente. O número ainda representa um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior.

As exportações brasileiras de café verde caíram 31% em agosto, para 2,38 milhões de sacas, informou o governo na quinta-feira.

As exportações globais de café verde, ou não torrado, caíram 0,7% para 10,3 milhões de sacas em julho em relação ao ano passado, que foi um ano recorde para os embarques de grãos verdes, informou a Organização Internacional do Café (OIC) em um relatório mensal.

O café robusta LRCc2 recuou 0,9%, para US$4.414 a tonelada métrica.

AÇÚCAR

O açúcar bruto SBc1 perdeu 0,34 centavo, ou 2,1%, para 15,69 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido uma mínima de dois meses de 15,66.

As perspectivas para as safras de cana na Índia e na Tailândia permanecem favoráveis após as boas chuvas deste ano, enquanto as usinas de cana brasileiras continuam a favorecer a produção de açúcar em vez de etanol, quando possível.

Os comerciantes observaram que o açúcar também está sendo pressionado pelos baixos preços do petróleo, o que leva as usinas brasileiras a produzir ainda mais açúcar e menos etanol.

O açúcar branco LSUc1 caiu 0,5%, para US$482,20 a tonelada.

(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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