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Morgan Stanley eleva ações brasileiras para compra com expectativa de mudança política

Investing.com21 de mai de 2025 às 13:53

Investing.com — Analistas do Morgan Stanley (NYSE:MS) elevaram sua recomendação para ações brasileiras de Equalweight para acima da média. Em nota aos clientes na terça-feira, o banco americano apresenta uma visão otimista para as ações dos países latino-americanos, estabelecendo uma meta para o índice MSCI Latam de 2.800 pontos até o final de 2026, representando um retorno de aproximadamente 23% em dólares.

A elevação da recomendação das ações brasileiras para "Compra" deve-se a:

  1. Expectativas de mudança política em meio à queda de popularidade do presidente Lula.
  2. Pico com potencial redução das taxas de juros no país.
  3. Dólar provavelmente se enfraquecerá em meio à queda das taxas de juros globais.
  4. Avaliações baratas.

O Morgan Stanley afirma que aumentou sua exposição a empresas financeiras, de petróleo, estatais, de utilidades e de concessão, citando ações como Petrobras (BVMF:PETR4), Prio (BVMF:PRIO3), Motiva (ex-CCR) (BVMF:MOTV3), Nubank (BVMF:ROXO34) e Eletrobras (BVMF:ELET3). O banco observa que as ações brasileiras estão sendo negociadas a um índice preço-lucro de aproximadamente 9x, gerando cerca de US$ 90 bilhões em lucros anuais, o que representa um preço em nível de recessão nos ganhos e inconsistente com outros mercados.

"Acreditamos que um calendário eleitoral movimentado nos próximos 18 meses abre a oportunidade para iniciar uma mudança política muito necessária, especialmente na política fiscal", escrevem os analistas do banco americano, observando que o risco fiscal permanece alto.

"Gostamos do risco-retorno no Brasil, onde o Cenário Pessimista permanece inalterado, mas simplesmente é menos provável, e o Cenário Otimista agora é mais provável, em nossa opinião", avalia o Morgan Stanley, mencionando que as ações brasileiras estão baratas em meio a "um mercado de capitais profundo com um posicionamento extremo em direção à renda fixa para financiar um déficit orçamentário de ~10%."

"Não esperamos uma mudança de política antes de 2027, mas simplesmente a possibilidade de uma poderia mudar um pouco o risco-retorno em direção às ações", dizem os analistas sobre a expectativa de uma mudança no modelo de crescimento econômico com foco em investimentos, em oposição ao foco atual na política fiscal para induzir o consumo.

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