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Tesla segue “cara”, mas mantém projeções ambiciosas, aponta Needham

Investing.com10 de fev de 2025 às 16:07

Investing.com -- A Tesla (BVMF:TSLA34) (NASDAQ:TSLA) continua sendo uma ação "cara", segundo analistas da Needham, que reiteraram a recomendação neutra para a fabricante de veículos elétricos (VEs).

Na visão da casa de análise, os principais motores de crescimento da Tesla – como o sistema de direção autônoma Full Self-Driving (FSD), o serviço de Robotáxis e sua divisão de robótica – já estão precificados, tornando a ação sobrevalorizada em suas estimativas.

“Seguimos vendo uma ação cara, com a TSLA precisando ser negociada a 50 vezes nossas novas projeções para 2032, descontadas para o valor presente, para justificar um potencial de valorização de cerca de 30% em relação aos preços atuais. Isso considerando que a Tesla ainda está atrás no setor de transporte autônomo e que sua divisão de robótica está em estágio inicial”, escreveram os analistas liderados por Chris Pierce em relatório.

Para o exercício fiscal de 2032 (FY32), a Needham considera o lançamento de um modelo Tesla mais acessível no curto prazo, mas mantém uma visão mais cautelosa sobre as margens de lucro da empresa, divergindo do consenso de mercado. A expectativa é que a Tesla continue priorizando volume em detrimento da rentabilidade, estratégia que tem marcado sua atuação.

Além disso, a Needham projeta desafios para a empresa no segmento de transporte autônomo por aplicativo, onde ainda não é líder, e na recém-criada divisão de robótica.

No que diz respeito ao sistema Full Self-Driving (FSD), a estimativa é que a Tesla tenha cerca de 31 milhões de veículos circulando até 2032, com 56% dos proprietários aderindo ao FSD e margens brutas de 90%.

Ainda assim, os analistas reconhecem que essa projeção pode ser otimista, especialmente após comentários de concorrentes como a Nvidia (NASDAQ:NVDA), que classificou os veículos totalmente autônomos como uma tecnologia para a "próxima década".

Para o segmento de Robotáxis, a Needham estima aproximadamente US$ 100 bilhões em reservas para 2032, mas considera essa previsão "agressiva", a menos que o mercado de mobilidade dos EUA se expanda substancialmente ou que a Tesla conquiste uma posição dominante nesse setor.

Já na divisão de robótica, a expectativa é que a Tesla comercialize cerca de 1,3 milhão de robôs até 2032, com um preço médio de US$ 30.000 por unidade e margens brutas de 30%, números que estão alinhados com declarações recentes da própria empresa.

As projeções da Needham para a Tesla no segmento de Geração e Armazenamento de Energia indicam um crescimento anual composto de 22% até 2032, enquanto a área de Serviços deve expandir a uma taxa de 10% ao ano no mesmo período.

Ainda assim, a firma destaca que a receita da Tesla continuará amplamente dependente da venda de veículos, com o setor de FSD evoluindo para um modelo de Robotáxis com base na distribuição do lucro bruto.

Os analistas da Needham acreditam que o perfil financeiro da Tesla para 2032 dificilmente justificará uma valorização expressiva da ação, a menos que a empresa consiga se tornar líder em um mercado de transporte por aplicativo significativamente expandido.

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