
SINGAPURA, 24 Jan (Reuters) - As acções a nível global subiram, esta sexta-feira, impulsionadas pela perspectiva de uma posição mais suave em relação às tarifas sobre a China e de taxas mais baixas nos Estados Unidos, na sequência de comentários do Presidente Donald Trump, enquanto que o iene se consolidou após o Banco do Japão ter comunicado uma amplamente esperada subida de taxas.
O Banco do Japão aumentou as taxas de juro para o seu nível mais elevado desde a crise financeira global de 2008, com as atenções a centrarem-se agora em quaisquer pistas do Governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, no seu briefing sobre o ritmo e o calendário de novos aumentos.
O iene JPY=EBS apreciou para os 154,86 por dólar em negociações voláteis, ficando pouco abaixo de um máximo de um mês de 154,78 que tocou no início desta semana, enquanto que o Nikkei .N225 ficou estável.
Os investidores, no entanto, permanecem fixos em Trump e nas suas políticas, com o seu mais recente comentário a sugerir uma abordagem mais suave para as tarifas sobre a China, o que levou a um 'rally' de alívio nas divisas não-dólar e nas acções chinesas. Os mercados europeus devem juntar-se à festa com os futuros do EUROSTOXX 50 STXEc1 a subir 0,48%.
Numa entrevista à Fox News, Trump afirmou que a sua recente conversa com o Presidente Xi Jinping foi amistosa e que pensava poder chegar a um acordo comercial com a China.
"Mas temos um poder muito grande sobre a China, que são as tarifas, e eles não as querem, e eu preferia não ter de as usar, mas é um poder tremendo sobre a China", disse.
Estes comentários levaram o índice 'blue chip' chinês CSI300 .CSI300 a subir 0,8% e o índice Hang Seng .HIS, de Hong Kong, a subir 2%. Os dólares australiano e neozelandês, bem como o yuan, subiram com sinais de uma postura mais suave de Trump em relação às tarifas. FRX/ .SS
Antes, Trump tinha dito aos líderes empresariais no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, que pretende baixar os preços globais do petróleo, as taxas de juro e os impostos.
Os comentários de Trump sobre o desejo de baixar as taxas de juro movimentaram os mercados norte-americanos, com o S&P 500 .SPX a atingir um máximo recorde, embora os investidores tenham permanecido cautelosos quanto às próximas acções do Presidente em matéria de comércio e tarifas.
AS 'yields' do Tesouro têm subido com os investidores em títulos a prepararem-se para eventuais tarifas que podem alimentar a inflação. A 'yield' do Tesouro dos Estados Unidos a 10 anos US10YT=RR estava nos 4,627% nas horas da Ásia, abaixo de um máximo de 14 meses da semana passada de 4,809%. US/
O Banco Central Europeu e a Reserva Federal devem reunir-se na próxima semana, enquanto que os decisores de política digerem os primeiros movimentos da administração Trump.
Os mercados cambiais em geral têm estado hesitantes após algumas sessões voláteis desde o regresso de Trump à Casa Branca, impulsionados pelas suas declarações sobre tarifas.
Trump disse, no início desta semana, que planeia impor taxas sobre as importações de México e Canadá a partir de 1 de Fevereiro e que irá aplicar tarifas sobre as importações da UE.
Mas os comentários empurraram, esta sexta-feira, o índice do dólar norte-americano =USD, que mede a moeda contra seis outras, para um mínimo de um mês de 107,71. O índice estava a caminho de uma queda de 1,5% para a semana, o seu desempenho mais fraco em dois meses. FRX/
Texto integral em inglês: nL2N3OK043