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EXCLUSIVO-Amazon fecha acordo com o USPS que mantém 80% do volume de encomendas

Reuters6 de abr de 2026 às 21:00

Por David Shepardson e Jacob Bogage

- Amazon.com AMZN.O na segunda-feira anunciou que chegou a um novo acordo com o Serviço Postal dos EUA (USPS) sobre entregas de encomendas, e fontes disseram que o sistema postal, que enfrenta dificuldades financeiras, manteria cerca de 80% das entregas atuais de seu maior cliente.

Esse corte de 20% representa um resultado muito melhor para a agência postal do que a redução de dois terços ou mais que a Amazon havia ameaçado, segundo a Reuters, no mês passado.

O USPS alertou no mês passado que poderia ficar sem dinheiro já em outubro, e o risco de a Amazon substituir a transportadora expandindo sua própria rede de entrega ou usando concorrentes era um perigo existencial.

A Amazon continuará expandindo suas entregas, mas aquém de um crescimento que rivalize com o alcance endereço por endereço do USPS, disseram as fontes.

A Reuters foi a primeira a noticiar o acordo.

O USPS tem um orçamento de aproximadamente US$ 80 bilhões, e a Amazon representou US$ 6 bilhões em receita anual para a agência, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o acordo comercial.

"Estamos satisfeitos por termos chegado a um novo acordo com o USPS que fortalece ainda mais nossa parceria de longa data e nos permitirá continuar apoiando nossos clientes e comunidades juntos", disse a Amazon em um comunicado.

O USPS não se pronunciou imediatamente. O diretor-geral dos Correios dos EUA, David Steiner, disse à Reuters em dezembro que o USPS entregava cerca de 1,7 bilhão de encomendas anualmente para a Amazon.

A Amazon criticou os planos do USPS de leiloar o acesso à sua rede de entrega de última milha. Em abril de 2025, a Amazon afirmou que investiria mais de US$ 4 bilhões para expandir sua rede de entregas rurais nos EUA até o final de 2026.

O USPS informou no mês passado que estava buscando aprovação para um aumento temporário de 8% nos preços das entregas prioritárias de correspondências e encomendas, com vigência a partir de 26 de abril, para lidar com o aumento dos custos de transporte e combustível.

Steiner afirmou em março que o aumento do preço do selo de primeira classe de 78 para 95 centavos ajudaria o USPS a reduzir as perdas.

O USPS registrou prejuízos líquidos de US$ 118 bilhões desde 2007, visto que o volume de correspondências de primeira classe, seu produto mais lucrativo, caiu para o menor nível desde o final da década de 1960.

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

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