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Trump adia ameaça de bombardear usinas de energia iranianas e fala em "resolução total das hostilidades"

Reuters23 de mar de 2026 às 11:51

- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia iranianas por cinco dias, poucas horas antes do prazo final que ameaçava agravar ainda mais o conflito que está na quarta semana.

Trump disse em uma publicação no Truth Social que os EUA e o Irã tiveram conversas "muito boas e produtivas" nos últimos dois dias sobre uma "resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio".

Em sua mensagem, escrita inteiramente em letras maiúsculas, ele disse que instruiu o Departamento de Defesa a adiar os ataques até a conclusão das negociações em andamento.

O preço do petróleo Brent caiu cerca de 7%, para perto de US$104, às 8h27 (horário de Brasília).

No sábado, Trump havia alertado que as usinas de energia iranianas seriam destruídas se Teerã não "abrisse totalmente" o Estreito de Ormuz para toda a navegação em 48 horas. Trump estabeleceu um prazo final por volta das 20h44 (horário de Brasília) desta segunda-feira.

Seus comentários provocaram ameaças de retaliação da Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou em um comunicado na segunda-feira que atacaria as usinas de energia de Israel e as que fornecem energia para as bases norte-americanas na região do Golfo Pérsico caso Trump cumprisse sua ameaça de "aniquilar" a rede elétrica iraniana.

Mais de 2.000 pessoas morreram na guerra que EUA e Israel iniciaram em 28 de fevereiro, a qual desestabilizou os mercados, elevou os preços dos combustíveis, alimentou os temores de inflação global e abalou a aliança ocidental do pós-guerra.

A ameaça de ataques às redes elétricas do Golfo Pérsico aumentou os temores de interrupções em massa na dessalinização da água potável e abalou ainda mais os mercados de petróleo.

(Reportagem de Phil Stewart e Idrees Ali em Washington, Maayan Lubell em Jerusalém e Alexander Cornwell em Tel Aviv)

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS TR

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