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Trump se reúne com executivos do setor de defesa e fala sobre aumento da produção enquanto EUA atacam Irã

Reuters6 de mar de 2026 às 23:15

Por Mike Stone

- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se com executivos de sete empresas do setor de defesa nesta sexta-feira, conforme anunciou em uma postagem na mídia social, enquanto o Pentágono trabalha para reabastecer os suprimentos reduzidos pelos ataques dos EUA ao Irã e outras operações militares recentes.

A reunião enfatiza o esforço do governo Trump para reforçar os estoques de armamentos depois que a operação contra o Irã consumiu munições.

"Acabamos de concluir uma reunião muito boa com as maiores empresas de fabricação (no setor) de defesa dos EUA, onde discutimos a produção e os cronogramas de produção", disse Trump em uma postagem na mídia social.

Participaram da reunião empresas como Lockheed Martin LMT.N, RTX RTX.N, BAE Systems BAES.L, Boeing BA.N, Honeywell Aerospace HON.N, L3Harris LHX.N e Northrop Grumman NOC.N, disse Trump.

Os negociadores do Pentágono não conseguiram chegar a um acordo com as grandes empreiteiras de defesa tão rapidamente quanto gostariam, disse uma autoridade dos EUA à Reuters nesta semana.

O governo vem aumentando constantemente a pressão sobre as empresas do setor de defesa para que priorizem a produção em detrimento dos pagamentos aos acionistas. Trump assinou uma decreto em janeiro para identificar as empreiteiras consideradas de baixo desempenho em contratos enquanto distribuem lucros aos acionistas.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e as operações militares de Israel em Gaza, os EUA reduziram os estoques de armas em bilhões de dólares, incluindo sistemas de artilharia, munição e mísseis antitanque.

Em um sinal dos preparativos em andamento antes da reunião desta sexta-feira, o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, realizou uma chamada com empreiteiros de defesa selecionados na noite de quarta-feira, um desenvolvimento não relatado anteriormente, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto, falando sob condição de anonimato. O Pentágono não respondeu a um pedido de comentário.

No centro das negociações estão os acordos com grandes empreiteiras como a Lockheed Martin, disseram duas fontes do governo e um executivo do setor. Em janeiro, a empresa fechou um acordo de sete anos com o Pentágono para aumentar a capacidade de produção anual de seus interceptores de mísseis PAC-3 para 2.000 unidades por ano, em comparação com cerca de 600 anteriormente. A empresa anunciou que espera quadruplicar a produção de seus interceptores de mísseis Terminal High Altitude Area Defense, ou THAAD, de 96 para 400 por ano.

Na postagem na mídia social após a reunião desta sexta-feira, Trump disse que as empresas haviam concordado em quadruplicar a produção de munições guiadas de precisão, mas esclareceu que os esforços para aumentar a produção começaram há três meses.

A demanda por sistemas de defesa aérea, como o PAC-3, aumentou entre os Estados Unidos e seus aliados em meio ao aumento das tensões geopolíticas e ao conflito no Irã.

A reunião da Casa Branca também pode coincidir com o lançamento de um pedido de orçamento suplementar de cerca de US$50 bilhões, que a Reuters foi a primeira a informar na terça-feira. Os novos recursos pagariam pela substituição de armas usadas em conflitos recentes, incluindo os do Oriente Médio. O valor é preliminar e pode mudar dependendo da duração da operação.

O pedido de suplemento viria além de um adicional de US$150 bilhões em gastos com defesa incluídos em outra medida.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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