
JERUSALÉM, 5 Mar (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu novamente nesta quinta-feira ao presidente de Israel que conceda ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, um perdão pelas acusações de corrupção, dizendo que o premiê não deve ter nada em mente além da guerra com o Irã.
Referindo-se a Netanyahu pelo apelido, Trump disse em uma entrevista ao noticiário da televisão israelense N12 que o presidente israelense, Isaac Herzog, deve dar um perdão a Bibi hoje. Não quero que haja nada que preocupe Bibi além da guerra com o Irã... Herzog é uma vergonha... ele me prometeu cinco vezes que daria o perdão a Bibi".
O gabinete presidencial de Israel disse em resposta que enquanto o país está em guerra, Herzog não lida com o pedido de perdão de Netanyahu.
Herzog acrescentou que respeita profundamente a contribuição de Trump para a segurança de Israel e sua posição em relação ao Irã, mas Israel é um Estado soberano que obedece ao Estado de Direito.
"O presidente examinará o pedido de acordo com a lei, o bem do Estado, sua consciência e livre de qualquer pressão interna ou externa", afirma a declaração do gabinete de Herzog.
Netanyahu é o primeiro premiê em exercício a ser acusado de um crime em Israel e nega acusações de suborno, fraude e quebra de confiança que remontam à sua acusação em 2019.
Trump já pediu várias vezes a Herzog que conceda um perdão a Netanyahu. O premiê apresentou seu pedido de perdão em novembro.
No passado, Herzog já contestou a alegação de Trump de que ele havia prometido conceder o perdão a Netanyahu.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma campanha conjunta de bombardeio contra o Irã.
De acordo com a lei israelense, o presidente tem autoridade para perdoar condenados. Mas não há precedentes para a emissão de um perdão no meio do julgamento. O processo legal de um perdão pode ser lento.
(Reportagem de Maayan Lubell)
((Tradução Redação Brasília))
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