
BRUXELAS, 5 Mar (Reuters) - Os países do Oriente Médio comunicaram às autoridades europeias que estão preocupados com o risco de uma guerra civil no Irã, como resultado do conflito de Teerã contra Estados Unidos e Israel, afirmou na quinta-feira a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.
“Quando conversamos com os países da região, eles também se mostram preocupados com a possibilidade de guerras civis no Irã devido à liderança do regime e ao que está acontecendo lá”, disse ela antes de uma videoconferência com ministros das Relações Exteriores da UE e representantes do Conselho de Cooperação do Golfo sobre a situação no Irã e no Oriente Médio em geral.
A UE quer promover uma solução diplomática. “As guerras realmente terminam na diplomacia e tem que haver espaço para a diplomacia aqui para realmente sair desse ciclo de escalada”, disse ela aos repórteres.
A UE está "extremamente preocupada" com a segurança marítima na região e está tentando manter rotas como o Estreito de Ormuz abertas, afirmou ela. No entanto, como a UE não depende do petróleo dos países do Golfo, os ataques nessa região não tiveram um grande impacto a curto prazo na segurança do abastecimento de petróleo da UE.
O conflito também intensificou uma disputa entre os Estados Unidos e a Espanha, com Washington ameaçando cortar o comércio com Madri devido à recusa da Espanha em permitir que aeronaves norte-americanas usem bases navais e aéreas operadas em conjunto no sul da Espanha para a ofensiva contra Teerã.
A Espanha criticou os bombardeios dos EUA e de Israel ao Irã como imprudentes e ilegais. A Casa Branca disse na quarta-feira que a Espanha concordou em cooperar, mas Madri negou isso.
Questionada sobre a disputa, Kallas disse que espera que Washington respeite o acordo comercial alcançado no ano passado, que se aplica a todos os Estados membros da UE.
(Reportagem de Inti Landauro e Lili Bayer)
((Tradução Redação São Paulo))
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