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Pelo menos 30.000 pessoas ficam deslocadas no Líbano, dizem agências da ONU

Reuters3 de mar de 2026 às 12:14

Por Emma Farge e Olivia Le Poidevin

- Pelo menos 30.000 pessoas deslocadas buscaram proteção em abrigos no Líbano desde que as hostilidades entre Israel e o Hezbollah se intensificaram esta semana, informou a agência das Nações Unidas para refugiados na terça-feira, enquanto se espera que muitas outras se juntem a elas.

Os militares israelenses têm realizado ataques aéreos em todo o Líbano desde segunda-feira, depois que o Hezbollah disparou foguetes contra Israel no domingo à noite, em reação aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

“Estimativas conservadoras sugerem que quase 30.000 pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos”, disse o porta-voz do Acnur Babar Baloch.

“Muitos outros dormiram em seus carros à beira das estradas ou ainda estavam presos em engarrafamentos”, acrescentou.

O número de pessoas deslocadas aumentará muito mais, e até agora 21 abrigos foram abertos pelo governo libanês, afirmou o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

Também houve um aumento no número de refugiados sírios que se mudaram do Líbano de volta para a Síria, disse o Acnur, acrescentando que estava implementando um plano de contingência para o caso de um possível influxo adicional.

O Líbano tem a maior concentração de refugiados per capita do mundo, abrigando cerca de 1,5 milhão de sírios entre uma população de cerca de 4 milhões de libaneses.

Mais de 6 milhões de sírios fugiram como refugiados após o início do conflito na Síria em 2011, com a maioria indo para Turquia, Líbano e Jordânia.

Crianças em áreas residenciais do Líbano estão sendo colocadas em perigo imediato pelos ataques aéreos israelenses, e sete crianças foram mortas e 38 ficaram feridas desde segunda-feira, informou a agência das Nações Unidas para a infância, Unicef.

“Cada nova escalada amplia o círculo de danos. Áreas residenciais, escolas e infraestruturas críticas estão sendo afetadas”, declarou o porta-voz do Unicef Ricardo Pires.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS TR

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