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Cuba prende 10 panamenhos por fazerem cartazes “subversivos”

Reuters2 de mar de 2026 às 21:02

Por Daniel Trotta

- O Ministério do Interior de Cuba prendeu 10 cidadãos panamenhos por fazerem cartazes com “conteúdo subversivo”, afirmando nesta segunda-feira que eles haviam sido enviados ao país pelo Panamá por patrocinadores não identificados que prometeram pagá-los para causar distúrbios.

As prisões no sábado seguiram-se a outra suposta tentativa de subversão anunciada pelo governo cubano na semana passada, quando exilados cubanos fortemente armados tentaram se infiltrar no país em uma lancha rápida, resultando em um tiroteio com forças cubanas no mar que matou quatro agressores e feriu outros seis, que estão sob custódia cubana, disseram autoridades.

Ambos os eventos ocorreram em meio a uma crise econômica e energética em Cuba, com os EUA impondo um bloqueio virtual de petróleo à ilha caribenha, exacerbando a escassez de combustível e os apagões.

O Ministério do Interior de Cuba disse em um comunicado que os panamenhos foram presos por “atos de propaganda contra a ordem constitucional cubana”, citando uma lei cubana que prevê pena de três a oito anos de prisão por “incitar contra a ordem social, a solidariedade internacional ou o Estado socialista”. A lei proíbe a distribuição, criação ou posse de tal material, escrito ou oral.

O Ministério do Interior disse que os panamenhos prestaram depoimentos afirmando que haviam sido “instruídos a entrar em Cuba para criar cartazes com conteúdo subversivo”.

“Uma vez atingido esse objetivo, eles deveriam deixar o país e, ao retornarem ao Panamá, receberiam uma quantia em dinheiro que, de acordo com seus depoimentos iniciais, variava entre US$1.000 e US$1.500 cada”, disse o Ministério do Interior.

A embaixada do Panamá em Havana não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Essas restrições à liberdade de expressão têm sido citadas por exilados cubanos há décadas como parte do motivo para a imposição de sanções econômicas dos EUA contra o governo comunista.

(Reportagem de Daniel Trotta em Havana, reportagem adicional de Anett Rios)

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC

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