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Erdogan, da Turquia, afirma que ataques ao Irã são clara violação do direito internacional

Reuters2 de mar de 2026 às 18:46

- O presidente turco, Tayyip Erdogan, criticou nesta segunda-feira os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, referindo-se a eles como uma "clara violação" do direito internacional, acrescentando que a Turquia compartilha da dor do povo iraniano em meio à guerra que se alastra.

Membro da Otan e vizinha do Irã, a Turquia vinha há semanas instando Washington e Teerã a chegarem a um acordo durante as rodadas de negociações, alertando que a região pode não suportar mais desestabilização.

Em sua oposição mais forte até o momento aos ataques, Erdogan disse que eles são uma "clara violação do direito internacional".

"Como vizinhos e irmãos, compartilhamos a dor do povo iraniano", disse ele em um jantar de quebra do jejum do Ramadã em Ancara, acrescentando que a disputa entre os EUA e o Irã mudou de estágio e se transformou em guerra após provocações de Israel.

Historicamente, a Turquia cultiva laços complexos com o Irã, já que os dois países apoiaram lados opostos durante anos na guerra civil na Síria, mas mantiveram relações cordiais e um forte comércio em diversas áreas apesar das diferenças políticas.

Erdogan também estabeleceu relações pessoais estreitas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Nesta segunda-feira, Erdogan afirmou que a Turquia deve intensificar os contatos "em todos os níveis" até que um cessar-fogo seja alcançado e haja espaço para a diplomacia, acrescentando que a Turquia não quer "lutas, guerra, tensões e massacres" em suas fronteiras.

"Toda a nossa postura em relação aos ataques ilegais contra o Irã está nessa linha", acrescentou Erdogan, ao mesmo tempo em que alertou que, se a "intervenção necessária" não for feita, pode haver "sérias repercussões" para a segurança regional e global.

"Ninguém pode lidar com o fardo das incertezas econômicas e geopolíticas que tal período causará. É por isso que esse incêndio precisa ser extinto antes que cresça ainda mais."

(Reportagem de Tuvan Gumrukcu)

((Tradução Redação Brasília))

REUTERS MCM

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