
28 Fev (Reuters) - Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado o ataque mais ambicioso contra o Irã em décadas, e Israel afirmou que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto na operação.
O corpo de Khamenei foi encontrado, disse à Reuters um alto funcionário israelense.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu que os ataques mataram Khamenei e conclamou os iranianos a "saírem às ruas e terminarem o serviço".
Havia muitos sinais indicando que Khamenei "não existe mais", disse Netanyahu.
Ele afirmou que o complexo de Khamenei foi destruído, assim como comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear.
A mídia iraniana noticiou que o genro e a nora de Khamenei foram mortos nos ataques.
Posteriormente, a mídia estatal iraniana citou uma fonte próxima ao gabinete de Khamenei dizendo: "posso afirmar com confiança que o líder da revolução está firme e inabalável no comando da situação."
O Irã classificou os ataques como não provocados e ilegais e respondeu com mísseis disparados contra Israel e pelo menos outros sete países, incluindo os Estados do Golfo que abrigam bases militares americanas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, que fez a maior aposta em política externa de sua presidência após se apresentar como um "presidente da paz" em sua campanha de reeleição, disse que os ataques visavam acabar com a ameaça de um país que ameaça os Estados Unidos há décadas e garantir que o Irã não pudesse desenvolver uma arma nuclear.
Trump pediu que as forças de segurança iranianas depusessem suas armas e convidou os iranianos a derrubarem seu governo assim que o bombardeio terminasse.
Em um vídeo publicado durante a madrugada nas redes sociais, ele também alertou que poderia haver baixas americanas, embora algumas horas depois o Departamento de Defesa dos EUA tenha afirmado não ter relatos de mortes ou feridos americanos.
(Texto de Michael Georgy, James MacKenzie e Patricia Zengerle)
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS