
JERUSALÉM, 27 Fev (Reuters) - Os EUA permitirão que funcionários públicos não essenciais e seus familiares deixem Israel devido a riscos de segurança, informou a Embaixada dos EUA em Jerusalém na sexta-feira, em meio a crescentes preocupações com o risco de um conflito militar com o Irã.
A embaixada não deu detalhes sobre os riscos à segurança que levaram à “saída autorizada”, que permite que os funcionários afetados decidam se querem sair. A medida não chega a ser tão drástica quanto a ordem de saída decretada esta semana para alguns funcionários da Embaixada dos EUA em Beirute.
O jornal The New York Times noticiou que Mike Huckabee, embaixador dos EUA em Israel, disse a seus funcionários por e-mail que aqueles que desejam sair "deveriam fazê-lo HOJE".
"Não há motivo para pânico", escreveu Huckabee, segundo o jornal, "mas para aqueles que desejam sair, é importante planejar a partida o quanto antes".
A embaixada se recusou a comentar a reportagem do jornal.
Os EUA montaram uma das maiores mobilizações militares no Oriente Médio enquanto negociam com o Irã sobre o programa nuclear da República Islâmica. A última rodada de negociações terminou na quinta-feira sem sinais de avanço.
O Irã ameaçou atacar bases norte-americanas na região se for atacado, e uma escalada também poderia envolver Israel. Os dois inimigos travaram uma guerra de 12 dias em junho.
Vários países começaram a retirar dependentes de pessoal diplomático e funcionários não essenciais de alguns locais no Oriente Médio, ou a aconselhar seus cidadãos a evitar viagens ao Irã, em meio às crescentes tensões entre Washington e Teerã.
(Reportagem de Tala Ramadan e Rami Ayyub)
((Tradução Redação São Paulo))
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