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Cuba promete se defender de “agressões terroristas e mercenárias”

Reuters26 de fev de 2026 às 16:30

- O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou nesta quinta-feira que Cuba se defenderá contra “agressões terroristas e mercenárias”, um dia depois de Havana ter anunciado que matou quatro exilados a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas e abriu fogo contra uma patrulha.

O governo cubano disse que as pessoas na lancha no incidente de quarta-feira eram cubanos antigoverno, alguns dos quais já eram procurados por planejar ataques. Seis pessoas na lancha ficaram feridas, diz Cuba.

“Cuba não ataca nem ameaça”, escreveu Díaz-Canel no X. “Afirmamos isso em repetidas ocasiões e reafirmamos hoje: Cuba se defenderá com determinação e firmeza.”

O incidente ocorreu em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos, que bloquearam os embarques de petróleo para a ilha em uma tentativa de pressionar o governo comunista, após capturar e prender o presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Cuba.

A escassez de combustível afetou os transportes e agravou os cortes de energia na maior ilha do Caribe, onde a rede elétrica depende do petróleo importado. A Venezuela era o principal fornecedor de petróleo de Cuba, mas não envia remessas desde dezembro.

A ONU tem alertado para uma crise humanitária se as necessidades energéticas de Cuba não forem atendidas.

Na quinta-feira, a Rússia — um dos últimos fornecedores de petróleo de Cuba, embora não tenha dado uma data para seu próximo carregamento — pediu moderação e chamou o incidente de “provocação agressiva dos Estados Unidos”.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que seu governo iria investigar o incidente de forma independente.

“Ainda estamos reunindo os fatos”, disse ele aos repórteres. “Em geral, não tomamos decisões nos Estados Unidos com base no que as autoridades cubanas dizem.”

(Reportagem de Anett Rios)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS TR AC

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