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Líder norte-coreano promete mais armas nucleares e Congresso encerra com desfile militar

Reuters26 de fev de 2026 às 12:32

Por Joyce Lee e Jack Kim

- O líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse que se concentrará na expansão do arsenal nuclear do seu país e que as perspectivas de melhorar as relações com os EUA dependem inteiramente da atitude de Washington, informou a mídia estatal KCNA na quinta-feira.

O Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, que durou uma semana, foi encerrado com um desfile militar na capital Pyongyang na quarta-feira, informou a KCNA.

O “status internacional” do país asiático “aumentou extraordinariamente” ao definir as principais metas políticas para os próximos cinco anos, disse Kim.

“É vontade firme do nosso partido expandir e fortalecer ainda mais nosso poder nuclear nacional e exercer plenamente nosso status de Estado nuclear”, declarou Kim, de acordo com a KCNA. “Vamos nos concentrar em projetos para aumentar o número de armas nucleares e expandir os meios operacionais nucleares.”

A Coreia do Norte montou cerca de 50 ogivas, possui material físsil suficiente para produzir até 40 mais e está acelerando a produção de mais material físsil, estimou no ano passado o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri).

Kim também apresentou os planos da Coreia do Norte para desenvolver mísseis balísticos intercontinentais mais potentes, incluindo aqueles que podem ser lançados debaixo de água, sistemas de ataque que utilizam inteligência artificial, drones não tripulados e armas que podem atingir satélites inimigos, afirmou a KCNA.

Fotos da mídia estatal do desfile militar mostraram formações de soldados marchando pela praça Kim Il Sung, bem iluminada, sob um pódio onde Kim e sua filha estavam com autoridades de alto escalão.

Alguns soldados no desfile usavam camuflagem e equipamentos especiais de guerra, e jatos realizaram uma exibição aérea.

Não havia nenhum equipamento militar visível nas fotos, nem referência da KCNA a armas estratégicas, como as que foram exibidas em um desfile militar em outubro.

A presença da filha de Kim, conhecida como Ju Ae, alimentará ainda mais especulações sobre se ela está sendo preparada para ser sua sucessora.

RELAÇÕES COM OS EUA

Kim deixou a porta aberta para discussões com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que observou que a Coreia do Norte mantém “a postura mais dura” como sua política em relação aos EUA.

“Se os EUA retirarem sua política de confronto com a Coreia do Norte, respeitando o status atual do nosso país... não há razão para não nos darmos bem com os EUA”, disse Kim, de acordo com a KCNA.

Kim até agora não aceitou as propostas do presidente dos EUA, Donald Trump, com quem se reuniu três vezes durante o primeiro mandato de Trump.

As declarações de Kim “apontam para uma recusa esperada de quaisquer negociações entre os EUA e a Coreia do Norte com base na desnuclearização, embora (Kim) ainda tenha deixado a porta aberta para o diálogo se Washington abandonar primeiro o que chama de política hostil”, disse Yang Moo-jin, ex-presidente da Universidade de Estudos Norte-Coreanos.

Trump planeja viajar para a China de 31 de março a 2 de abril. Alguns especialistas em Coreia do Norte, incluindo a agência de espionagem da Coreia do Sul, especularam que Kim poderia se encontrar com Trump nessa época.

(Reportagem de Joyce Lee, Jack Kim e Kyu-seok Shim)

((Tradução Redação São Paulo))

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