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China afirma que decidirá sobre medidas contra tarifas dos EUA no momento oportuno

Reuters24 de fev de 2026 às 12:40

Por Colleen Howe e Liz Lee

- A China está acompanhando de perto as políticas dos Estados Unidos e decidirá “no momento oportuno” se ajustará as contramedidas às tarifas norte-americanas, disse uma autoridade do Ministério do Comércio nesta terça-feira depois que o presidente Donald Trump anunciou uma nova tarifa temporária de 15% sobre as importações norte-americanas de todos os países.

A China está disposta a realizar consultas francas durante a próxima sexta rodada de negociações econômicas e comerciais entre os EUA e a China, acrescentou a autoridade do Ministério do Comércio.

“A China se opôs consistentemente a todas as formas de medidas tarifárias unilaterais e pede ao lado norte-americano o cancelamento das tarifas unilaterais e que evite impor novas tarifas”, disse.

O último anúncio de Trump veio depois que a Suprema Corte derrubou na sexta-feira as tarifas impostas pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional sobre mercadorias enviadas aos EUA.

As importações da China estavam sujeitas a tarifas de 20% sob a lei.

Trump disse após a decisão que aplicaria uma nova tarifa de 10% sobre as importações dos EUA de todos os países, nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio, e depois afirmou em uma postagem no Truth Social que aumentaria essa tarifa para 15%.

Outras tarifas sobre produtos chineses sob a legislação conhecida como Seção 301 e Seção 232 permanecem em vigor.

No ano passado, a China retaliou a guerra tarifária de Trump com várias rodadas de contratarifas sobre produtos norte-americanos, incluindo impostos direcionados sobre commodities agrícolas e energia.

Pequim também aproveitou seu domínio em terras raras para restringir as exportações de minerais críticos muito procurados.

A China suspendeu a maioria dessas medidas retaliatórias em novembro, depois que os dois países chegaram a um acordo comercial.

Trump planeja viajar para a China de 31 de março a 2 de abril para conversas com o presidente chinês Xi Jinping — uma visita anunciada pela Casa Branca pouco antes da decisão da Suprema Corte que desferiu um duro golpe na guerra comercial global de Trump.

(Reportagem de Liz Lee, Colleen Howe e redação Pequim)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS CMO

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