
Por Colleen Howe e Liz Lee
PEQUIM, 24 Fev (Reuters) - A China está acompanhando de perto as políticas dos Estados Unidos e decidirá “no momento oportuno” se ajustará as contramedidas às tarifas norte-americanas, disse uma autoridade do Ministério do Comércio nesta terça-feira depois que o presidente Donald Trump anunciou uma nova tarifa temporária de 15% sobre as importações norte-americanas de todos os países.
A China está disposta a realizar consultas francas durante a próxima sexta rodada de negociações econômicas e comerciais entre os EUA e a China, acrescentou a autoridade do Ministério do Comércio.
“A China se opôs consistentemente a todas as formas de medidas tarifárias unilaterais e pede ao lado norte-americano o cancelamento das tarifas unilaterais e que evite impor novas tarifas”, disse.
O último anúncio de Trump veio depois que a Suprema Corte derrubou na sexta-feira as tarifas impostas pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional sobre mercadorias enviadas aos EUA.
As importações da China estavam sujeitas a tarifas de 20% sob a lei.
Trump disse após a decisão que aplicaria uma nova tarifa de 10% sobre as importações dos EUA de todos os países, nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio, e depois afirmou em uma postagem no Truth Social que aumentaria essa tarifa para 15%.
Outras tarifas sobre produtos chineses sob a legislação conhecida como Seção 301 e Seção 232 permanecem em vigor.
No ano passado, a China retaliou a guerra tarifária de Trump com várias rodadas de contratarifas sobre produtos norte-americanos, incluindo impostos direcionados sobre commodities agrícolas e energia.
Pequim também aproveitou seu domínio em terras raras para restringir as exportações de minerais críticos muito procurados.
A China suspendeu a maioria dessas medidas retaliatórias em novembro, depois que os dois países chegaram a um acordo comercial.
Trump planeja viajar para a China de 31 de março a 2 de abril para conversas com o presidente chinês Xi Jinping — uma visita anunciada pela Casa Branca pouco antes da decisão da Suprema Corte que desferiu um duro golpe na guerra comercial global de Trump.
(Reportagem de Liz Lee, Colleen Howe e redação Pequim)
((Tradução Redação São Paulo))
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