
Por Steve Holland e Bo Erickson e Susan Heavey
WASHINGTON, 20 Fev (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores do Irã disse na sexta-feira que espera ter uma contraproposta pronta nos próximos dias após as negociações nucleares com os Estados Unidos nesta semana, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que está considerando ataques militares limitados.
Dois funcionários norte-americanos disseram à Reuters que o planejamento militar dos EUA sobre o Irã havia chegado a um estágio avançado, com opções que incluíam atacar indivíduos específicos e até mesmo buscar uma mudança na liderança em Teerã, se Trump assim ordenar.
Na quinta-feira, Trump deu a Teerã um prazo de 10 a 15 dias para chegar a um acordo para resolver sua longa disputa nuclear ou enfrentar “coisas realmente ruins” em meio a um aumento militar dos EUA no Oriente Médio que alimentou temores de uma guerra mais ampla.
Questionado na sexta-feira se estava considerando um ataque limitado para pressionar o Irã a fechar um acordo, Trump disse a repórteres na Casa Branca: “Acho que posso dizer que estou considerando”. Questionado posteriormente sobre o Irã em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump acrescentou: “É melhor eles negociarem um acordo justo”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse após discussões indiretas em Genebra esta semana com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, que as partes chegaram a um entendimento sobre os principais “princípios orientadores”, mas que isso não significa que um acordo esteja iminente.
Araqchi, em entrevista ao MS NOW, disse que tem uma contraproposta preliminar que pode estar pronta nos próximos dois ou três dias para análise pelas principais autoridades iranianas, com mais negociações entre os EUA e o Irã possíveis em cerca de uma semana.
A ação militar complicaria os esforços para chegar a um acordo, acrescentou.
Depois que os EUA e Israel bombardearam instalações nucleares e alguns locais militares do Irã em junho, Trump voltou a ameaçar com ataques em janeiro, quando Teerã reprimiu protestos generalizados com força letal.
(Reportagem de Steve Holland, Bo Erickson, Susan Heavey, Jarrett Renshaw, Gram Slattery, Trevor Hunnicutt e Simon Lewis em Washington, Parisa Hafezi em Dubai e Menna Alaa El-Din no Cairo)
((Tradução Redação São Paulo))
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