tradingkey.logo

Comitê de Gaza apoiado pelos EUA começa a recrutar policiais e atrai 2.000 candidatos, dizem autoridades

Reuters19 de fev de 2026 às 16:55

Por Pesha Magid e Nidal al-Mughrabi

- O comitê palestino apoiado pelos EUA, criado para assumir o controle de Gaza dos militantes do Hamas, abriu inscrições para uma força policial para o enclave nesta quinta-feira, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, realizava a reunião inaugural de seu Conselho da Paz.

Trump anunciou contribuições de bilhões de dólares para a reconstrução de Gaza e seu governo detalhou planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU para o território na reunião em Washington.

O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês) disse em um comunicado no X que o processo de recrutamento “está aberto a homens e mulheres qualificados que desejam servir na força policial”.

O comunicado incluía um link para um site onde os palestinos podem se inscrever. Os candidatos devem ser residentes de Gaza com idades entre 18 e 35 anos, não ter antecedentes criminais e estar em boa forma física, afirmou.

Cerca de 2.000 palestinos se inscreveram para a força policial nas primeiras horas após o início das inscrições, disse Nikolay Mladenov, enviado nomeado por Trump para supervisionar a coordenação pós-guerra em Gaza, à reunião do Conselho da Paz.

Jasper Jeffers, major-general do Exército nomeado comandante de uma força multinacional de manutenção da paz autorizada pela ONU para Gaza, disse na reunião que o plano de longo prazo da força é treinar cerca de 12.000 policiais para Gaza.

HAMAS BUSCA FUNÇÕES PARA SUA POLÍCIA

A Reuters informou anteriormente que o grupo islâmico Hamas estava buscando incorporar seus 10.000 policiais em uma nova administração palestina apoiada pelos EUA para Gaza. O grupo governava antes da guerra provocada por seu ataque a Israel e retomou a administração, apesar da promessa de Israel de destruí-lo.

O Hamas mantém o controle de pouco menos da metade de Gaza após um acordo de cessar-fogo em outubro mediado por Trump, com mais de 50% ocupados por Israel.

A retirada de Israel e o desarmamento do Hamas estão entre os principais obstáculos, enquanto os EUA buscam avançar com seu plano de paz para a faixa.

O plano de 20 pontos para acabar com a guerra, agora em sua segunda fase, prevê que a governança de Gaza seja entregue ao NCAG, o que significa excluir o Hamas.

Em sua declaração, o NCAG disse que respeita “a dedicação dos policiais que continuaram a servir seu povo em meio aos bombardeios, deslocamentos e circunstâncias excepcionalmente difíceis”.

Não informou se os futuros recrutas da polícia poderiam incluir membros da atual força policial de Gaza, que serviu enquanto a Faixa estava sob o controle do Hamas.

O NCAG e o Hamas não responderam imediatamente a um pedido da Reuters para comentar o assunto.

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse anteriormente à Reuters que o grupo estava preparado para entregar o governo ao NCAG, composto por 15 membros, e ao seu presidente, Ali Shaath, com efeito imediato.

“Temos total confiança de que ele funcionará com base no benefício de pessoal qualificado e sem desperdiçar os direitos de ninguém que trabalhou durante o período anterior”, disse Qassem, referindo-se à inclusão de mais de 40.000 funcionários públicos e pessoal de segurança.

Israel tem rejeitado categoricamente qualquer envolvimento do Hamas no futuro de Gaza.

A Faixa de Gaza foi devastada por mais de dois anos de ataques israelenses à faixa, que mataram mais de 72.000 palestinos, de acordo com as autoridades de saúde locais, e deixaram grande parte da área em ruínas.

Quando militantes liderados pelo Hamas atacaram Israel em 7 de outubro de 2023, eles mataram 1.200 pessoas e fizeram mais de 250 reféns, de acordo com dados israelenses.

(Reportagem de Pesha Magid em Jerusalém, Nidal Al Mughrabi no Cairo e Simon Lewis e Katharine Jackson em Washington)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

Artigos relacionados

KeyAI