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Euro digital custará aos bancos da UE até 6 bilhões de euros em 4 anos, estima BCE

Reuters19 de fev de 2026 às 14:08

Por Valentina Za

- A introdução do euro digital poderá custar aos bancos europeus entre 4 e 6 bilhões de euros, distribuídos ao longo de quatro anos, afirmou nesta quinta-feira Piero Cipollone, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE).

Segundo ele, a nova moeda digital emitida pelo banco central tem um custo de implementação estimado de cerca de 1,3 bilhão de euros.

Já os custos operacionais seriam de cerca de 300 milhões de euros, acrescentou Cipollone, sem especificar se esse valor se refere a um montante anual.

O BCE aguarda uma legislação da União Europeia para emitir o euro digital -- considerado uma ferramenta para manter a relevância do dinheiro público em uma economia digital, unificar o panorama fragmentado dos pagamentos na Europa e limitar o papel dos fornecedores de fora da União Europeia. A moeda é vista como uma forma de proteger a soberania monetária e a segurança econômica do bloco.

Cipollone pontuou ainda que os bancos poderão recuperar os gastos.

"As estimativas que elaboramos com base nas indicações que recebemos dos bancos apontam para custos de implementação entre 4 e 6 bilhões (de euros) ao longo de quatro anos: isso representa cerca de 3% do que eles gastam anualmente com a manutenção de sistemas de TI", disse.

Cipollone falou nesta quinta-feira em uma comissão parlamentar italiana sobre bancos a respeito do projeto do euro digital, que ele supervisiona no BCE.

Os bancos poderão compensar os custos por meio de taxas que receberão pelos serviços digitais em euros a serem fornecidos.

Serão os bancos que fornecerão aos usuários o aplicativo para smartphone necessário para efetuar pagamentos com euros digitais.

Os bancos, no entanto, não precisarão deduzir das taxas cobradas os custos que normalmente suportam para remunerar as redes de pagamento privadas, porque o BCE não cobrará pelo seu serviço de rede.

Os usuários, por sua vez, economizarão dinheiro porque haverá um limite máximo para as taxas cobradas em pagamentos digitais em euros, e esse teto será inferior ao praticado por empresas internacionais como a Mastercard MA.N ou a Visa V.N.

O BCE está atualmente trabalhando na seleção de instituições financeiras interessadas em participar da fase piloto do euro digital, antes de seu lançamento oficial, previsto para 2029.

(Reportagem de Valentina Za)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS FDC

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