
Por Daniel Wiessner
18 Fev (Reuters) - Um juiz federal em Manhattan concedeu na quarta-feira à Palantir Technologies PLTR.O o pedido para impedir que um ex-vice-presidente e um engenheiro sênior aliciem seus funcionários a se juntarem à empresa concorrente que eles lançaram no ano passado, a Percepta AI.
A decisão do juiz distrital dos EUA, Paul Oetken, permanecerá em vigor até a conclusão do processo movido pela Palantir em outubro, no qual ela alega que o presidente-executivo da Percepta, Hirsh Jain, e a cofundadora Radha Jain usaram informações confidenciais da Palantir para criar uma empresa de software de IA "imitante". Não está claro se eles têm alguma relação.
Oetken também proibiu Joanna Cohen, ex-engenheira da Palantir e agora funcionária da Percepta, de violar um acordo de confidencialidade que havia assinado com a Palantir. No entanto, o juiz negou, por ora, o pedido da Palantir para impedir que os réus violassem os acordos que assinaram, comprometendo-se a não competir com a empresa ou a aliciar seus clientes.
O parecer de Oetken, explicando seu raciocínio, foi mantido em sigilo. O juiz afirmou que publicaria uma versão editada após propostas de redação feitas pelos advogados de ambas as partes.
A Percepta pertence à empresa de capital de risco General Catalyst e foi apresentada publicamente em outubro.
A Palantir e a General Catalyst não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
No processo, a Palantir afirma que, assim como seu próprio software baseado em IA, os serviços da Percepta são projetados para tornar empresas e agências governamentais mais eficientes, utilizando dados que elas já possuem.
Nos autos do processo, os réus afirmaram que a Percepta é uma empresa de consultoria e engenharia e, diferentemente da Palantir, não vende software nem fornece análises de dados.
Segundo documentos judiciais, Hirsh Jain era responsável pelo portfólio de saúde da Palantir, Radha Jain ajudou a projetar e construir o principal software da empresa, e Cohen trabalhava em soluções de IA para clientes individuais. Hirsh Jain deixou a Palantir para fundar a Percepta em agosto de 2024, e os outros réus o seguiram.
De acordo com o processo, a Percepta contratou pelo menos 10 ex-funcionários da Palantir poucos meses após sua fundação no ano passado, e quase metade de sua força de trabalho é composta por ex-funcionários da Palantir.
A Palantir afirma que os réus assinaram acordos que os proibiam de competir com a empresa por um ano após deixarem o emprego, de aliciar clientes ou funcionários da Palantir por dois anos e de usar qualquer informação confidencial da empresa fora de seu vínculo empregatício.
O processo acusa os réus de violarem esses acordos e busca obrigá-los a cumpri-los.
((Tradução Redação São Paulo))
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