
Por Steve Holland
WASHINGTON, 18 Fev (Reuters) - O Irã deve submeter uma proposta por escrito sobre como superar o impasse com os Estados Unidos após as negociações entre os dois países em Genebra na terça-feira, disse uma autoridade sênior norte-americana à Reuters nesta quarta-feira.
Os principais conselheiros de segurança nacional se reuniram na Sala de Situação da Casa Branca para discutir o Irã e foram informados de que todas as forças norte-americanas destacadas para a região devem estar posicionadas até meados de março, disse a autoridade.
O secretário de Estado, Marco Rubio, se reunirá com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Israel no fim de semana de 28 de fevereiro, disse a autoridade.
As discussões indiretas de terça-feira em Genebra entre os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, juntamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, tiveram como objetivo lidar com uma crise crescente entre os dois países.
Os Estados Unidos querem que o Irã desista de seu programa nuclear, e o Irã se recusa terminantemente e nega que esteja tentando desenvolver uma arma atômica.
O Irã concordou em fazer uma proposta por escrito sobre como abordar as preocupações dos EUA durante as negociações em Genebra, disse a autoridade sênior norte-americana.
“Estamos atualmente aguardando isso dos iranianos”, disse.
Os EUA têm buscado expandir o escopo das negociações para questões não nucleares, como o arsenal de mísseis do Irã. O Irã afirma que está disposto apenas a discutir restrições ao seu programa nuclear, em troca do alívio das sanções, e que não abandonará completamente o enriquecimento de urânio nem discutirá seu programa de mísseis.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos repórteres nesta quarta-feira que houve algum progresso em Genebra, mas que “ainda estamos muito distantes em algumas questões”.
Trump ordenou um grande reforço militar na região, enquanto contempla o uso da força com um segundo porta-aviões a caminho.
“O presidente ordenou o reforço contínuo na região, incluindo a chegada do segundo porta-aviões. Todas as forças devem estar em posição em meados de março”, disse a autoridade dos EUA.
(Reportagem de Steve Holland)
((Tradução Redação São Paulo))
REUTERS AC