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Jesse Jackson, líder dos direitos civis e candidato à presidência dos EUA, morre aos 84 anos

Reuters17 de fev de 2026 às 12:52

Por Will Dunham

- O carismático líder dos direitos civis dos EUA, Jesse Jackson, eloquente pastor batista criado no sul segregado que se tornou um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. e concorreu duas vezes à indicação presidencial democrata, faleceu aos 84 anos, informou sua família em comunicado nesta terça-feira.

"Nosso pai era um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os ignorados em todo o mundo", disse a família Jackson.

Jackson, orador inspirador e morador de longa data de Chicago, foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 2017.

Sua morte ocorre em um momento em que o governo de Donald Trump tem como alvo instituições americanas, de museus a monumentos e parques nacionais, para remover o que o presidente chama de ideologia "antiamericana", levando ao desmantelamento de exposições sobre a escravidão, à restauração de estátuas confederadas e outras medidas que, segundo defensores dos direitos civis, podem reverter décadas de progresso social.

Jackson, que sabia lidar com a mídia, defendia os direitos dos negros norte-americanos e de outras comunidades marginalizadas desde o turbulento movimento pelos direitos civis da década de 1960, liderado por seu mentor King, pastor batista e importante ativista social.

Jackson resistiu a uma série de controvérsias, mas permaneceu como a figura proeminente dos direitos civis dos Estados Unidos por décadas.

Ele concorreu à indicação presidencial democrata em 1984 e 1988, atraindo eleitores negros e muitos liberais brancos em campanhas inesperadamente fortes, mas não conseguiu se tornar o primeiro candidato negro de um grande partido à Casa Branca. No fim das contas, ele nunca ocupou um cargo eletivo.

Jackson fundou os grupos de direitos civis Operation Push e National Rainbow Coalition, com sede em Chicago, e atuou como enviado especial do presidente democrata Bill Clinton à África na década de 1990. Jackson também foi fundamental para garantir a libertação de vários norte-americanos e outras pessoas detidas no exterior em lugares como Síria, Cuba, Iraque e Sérvia.

(Reportagem de Will Dunham em Washington; Reportagem adicional de Gursimran Kaur em Bengaluru)

((Tradução Redação Gdansk))

REUTERS TB

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