
Por Michael Martina e Alexandra Alper
WASHINGTON, 13 Fev (Reuters) - Os Estados Unidos retiraram uma lista atualizada de empresas chinesas que teriam supostamente auxiliado as Forças Armadas de Pequim logo após sua publicação nesta sexta-feira, com a adição de algumas das maiores empresas da China como Alibaba 9988.HK e Baidu 9888.HK.
O link para o Registro Federal do governo dos EUA, onde a lista 1260H do Pentágono havia sido publicada, foi substituído por um aviso de "retirada" cerca de uma hora após a publicação.
"Uma carta da agência solicitando a retirada deste documento foi recebida após a colocação em inspeção pública", publicou o Registro Federal em uma nota, sem fornecer um motivo.
O Pentágono não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto.
Embora a lista não imponha formalmente sanções às empresas chinesas, de acordo com uma nova lei, o departamento será impedido nos próximos anos de contratar e adquirir produtos de empresas incluídas na lista.
A atualização da lista pode contrariar Pequim após a trégua comercial alcançada por Xi Jinping, da China, e Donald Trump, presidente dos EUA, em outubro. Trump deve viajar para a China em abril, embora as datas exatas da visita ainda não tenham sido definidas.
Outras adições à lista nesta sexta-feira incluíram a montadora BYD 002594.SZ, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec 603259.SS e a empresa de tecnologia robótica baseada em IA RoboSense Technology Co Ltd 2498.HK, enquanto a fabricante de chips de memória YMTC foi removida.
A inclusão na lista envia uma mensagem aos fornecedores do Pentágono e outras agências governamentais dos EUA sobre a opinião das Forças Armadas dos EUA sobre as empresas. Algumas delas processaram os EUA por sua inclusão.
Um porta-voz da Alibaba disse que não havia base para sua inclusão e ameaçou entrar com uma ação judicial.
"A Alibaba não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão militar-civil."
A lista já inclui grandes empresas chinesas, como a Tencent Holdings 0700.HK, uma das maiores empresas de tecnologia da China, e a CATL, uma grande fabricante de baterias para a indústria de veículos elétricos.
(Reportagem de Michael Martina e Alexandra Alper)
((Tradução Redação Brasília))
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