
WASHINGTON, 13 Fev (Reuters) - A Comissão Bancária do Senado dos EUA concordou em avançar com as audiências de confirmação de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para chefiar o Federal Reserve, apesar da obstrução de um senador à nomeação, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nesta sexta-feira.
“Acho importante que cheguemos às audiências. O mandato do presidente (Jerome) Powell termina em meados de maio, e qualquer pessoa que se preocupe com a integridade e a independência do Fed vai querer ver continuidade com Kevin Warsh”, disse Bessent ao programa "Squawk Box", da CNBC.
O parlamentar republicano Thom Tillis declarou seu apoio à candidatura de Warsh, mas afirmou que irá adiar a votação de qualquer indicado para o Fed, enquanto o Departamento de Justiça continuar investigando Powell por conta de um grande projeto de reforma do banco central que ultrapassou o orçamento previsto.
Bessent afirmou ter proposto, durante uma reunião com senadores republicanos na terça-feira, que a comissão realizasse sua própria investigação sobre a reforma da sede do Fed em Washington, mas se recusou a comentar se isso poderia substituir a investigação do Departamento de Justiça e levar Tillis a liberar o bloqueio.
O presidente da comissão, Tim Scott, afirmou não acreditar que Powell tenha cometido um crime.
Bessent observou que Scott, que representa seu Estado natal, a Carolina do Sul, havia dito acreditar que Powell era "culpado de uma coisa, incompetência, e este projeto de construção está fora de controle, muito acima do orçamento".
No mês passado, Powell revelou a investigação criminal sobre suas declarações ao Senado a respeito das reformas do Fed, descrevendo-a como parte das "ameaças e pressão contínua" do governo Trump, para que o Fed reduzisse as taxas de juros.
Na quinta-feira, Tillis disse a repórteres que sua restrição às nomeações para o Fed permanece em vigor "até que a investigação seja concluída".
“Isso acontece de duas maneiras: ou eles encerram a investigação, dizendo que não há nada de concreto, ou me fornecem informações convincentes que comprovam que eu estava errado”, disse Tillis.
(Reportagem de Andrea Shalal, Susan Heavey e David Morgan)
((Tradução Redação São Paulo))
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