
Por David Shepardson e Steve Holland
WASHINGTON, 11 Fev (Reuters) - A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA suspendeu as restrições de voo que proibiam todos os voos de e para o Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, que faz fronteira com o México, após alertar que os voos poderiam ser cancelados por 10 dias, alegando “razões especiais de segurança”.
A ação de proibir voos em um único aeroporto dos EUA parece não ter precedentes, disseram autoridades governamentais. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a FAA proibiu todos os voos civis nos Estados Unidos por vários dias.
Uma autoridade norte-americana disse à Reuters que drones de cartéis mexicanos violaram o espaço aéreo dos EUA. O Pentágono tomou medidas para desativar os drones e, em seguida, a FAA e o Pentágono determinaram que não havia ameaça às viagens comerciais.
Fontes das companhias aéreas disseram anteriormente à Reuters que a suspensão dos voos estaria relacionada ao uso de tecnologia antidrones pelo Pentágono para combater o uso de drones por cartéis de drogas mexicanos na fronteira entre os EUA e o México. A proibição de voos também abrangeu parte do espaço aéreo rural no vizinho Novo México.
Algumas fontes das companhias aéreas também disseram que o fechamento foi devido a problemas de coordenação entre o Pentágono e a FAA.
A medida deixou várias aeronaves de Southwest Airlines, United Airlines e American Airlines retidas no aeroporto.
O aeroporto de El Paso recebe cerca de 4 milhões de passageiros por ano.
A FAA não especificou a natureza das “razões de segurança” e se recusou a comentar além do comunicado. Ela havia informado que as restrições temporárias permaneceriam em vigor até 21 de fevereiro.
(Reportagem de David Shepardson em Washington e Akanksha Khushi em Bengaluru)
((Tradução Redação São Paulo))
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