
BRUXELAS, 11 Fev (Reuters) - A Otan anunciou na quarta-feira que iniciou uma missão para reforçar sua presença no Ártico, como parte de um acordo para atenuar as tensões graves dentro da aliança provocadas pelo desejo do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os EUA adquiram a Gronelândia.
A nova missão, Arctic Sentry, coordenará a crescente presença militar dos aliados da Otan na região, incluindo exercícios como o “Arctic Endurance on Greenland” da Dinamarca, informou o quartel-general militar da aliança em um comunicado.
“A Arctic Sentry reforça o compromisso da aliança em proteger seus membros e manter a estabilidade em uma das áreas mais estratégicas e ambientalmente desafiadoras do mundo”, disse o general da Força Aérea dos EUA Alexus G. Grynkewich, comandante supremo aliado na Europa da Otan.
“Ela aproveitará a força da Otan para proteger nosso território e garantir que o Ártico e o Extremo Norte permaneçam seguros.”
A Otan começou a planejar a missão depois que Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, mantiveram conversações em Davos no mês passado, no auge da crise da Groenlândia, desencadeada pela insistência de Trump de que os EUA deveriam possuir o território, que faz parte da Dinamarca, aliada da Otan.
Rutte e Trump concordaram que a Otan desempenharia um papel mais importante na proteção do Ártico, enquanto a Dinamarca, os EUA e a Groenlândia realizariam novas discussões sobre a Groenlândia.
Anteriormente, o ministro da Defesa britânico, John Healey, disse que as Forças Armadas britânicas desempenharão um papel vital na missão Arctic Sentry da Otan.
O governo britânico também afirmou que a aliança de segurança da Força Expedicionária Conjunta (JEF) liderada pelo Reino Unido planeja uma grande atividade militar no Extremo Norte, com centenas de militares a serem destacados para a Islândia, os estreitos dinamarqueses e a Noruega em um exercício previsto para setembro.
A JEF é composta por Dinamarca, Estônia, Finlândia, Islândia, Letônia, Lituânia, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.
(Reportagem de Andrew Gray)
((Tradução Redação São Paulo))
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