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China apoiará “forças de reunificação” em Taiwan e perseguirá “separatistas”

Reuters10 de fev de 2026 às 12:09

- A China oferecerá apoio firme às “forças patrióticas pró-reunificação” em Taiwan e atacará duramente os “separatistas”, afirmou o principal responsável chinês pela política em relação à ilha governada democraticamente, em comentários publicados na terça-feira.

A China, que considera Taiwan como seu próprio território, apesar das objeções do governo de Taipé, intensificou sua pressão militar e política contra a ilha, enquanto Pequim busca afirmar suas reivindicações de soberania.

Ao discursar na “Conferência de Trabalho de Taiwan” deste ano, uma reunião importante que define o tom da política da China em relação à ilha, o quarto líder do Partido Comunista, Wang Huning, disse que as autoridades devem promover a “grande causa da reunificação nacional”, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

É necessário “apoiar firmemente as forças patrióticas pró-reunificação na ilha, atacar resolutamente as forças separatistas da ‘independência de Taiwan’, opor-se à interferência de forças externas e salvaguardar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”, disse ele, segundo a Xinhua.

O governo de Taiwan, que afirma que apenas o povo da ilha pode decidir seu futuro, afirmou em resposta às declarações de Wang que ele estava repetindo os pontos de discussão habituais da China sobre se opor ao separatismo e assumir o controle final da ilha.

“O objetivo final da China é eliminar a República da China e avançar na unificação”, afirmou o Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan, responsável pela formulação da política chinesa, em comunicado, referindo-se ao nome formal da ilha.

Embora a reportagem da Xinhua não tenha mencionado o uso da força, a China nunca renunciou ao uso de meios militares para colocar Taiwan sob seu controle, e o Ministério da Defesa chinês adotou um tom mais forte ao comentar sobre as mobilizações militares taiwanesas.

“Se as forças armadas da ‘independência de Taiwan’ ousarem provocar um conflito, serão inevitavelmente exterminadas”, disse o porta-voz do ministério, Jiang Bin, na terça-feira, em Pequim.

A China se recusa a falar com o presidente de Taiwan e rejeitou suas repetidas ofertas de negociações, dizendo que ele é um “separatista” que deve aceitar que Taiwan faz parte da China.

(Reportagem da Redação de Pequim; Reportagem adicional e redação de Ben Blanchard em Taipé)

((Tradução Redação São Paulo))

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