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Com Presidência de Trump no segundo ano, eleitores compartilham esperanças e preocupações

Reuters9 de fev de 2026 às 13:07

Por Julia Harte

- Joyce Kenney está ainda mais satisfeita com Donald Trump hoje do que quando votou nele em 2024.

“Eu votaria nele com prazer a qualquer momento”, disse a aposentada de 74 anos em Prescott Valley, Arizona.

À medida que Trump entra no segundo ano de sua Presidência, Kenney espera que ele continue sua cruzada contra o desperdício e a fraude no governo, reduza os custos para os idosos e deporte mais imigrantes criminosos — mas também facilite a permanência nos EUA dos imigrantes que cumprem a lei, mesmo aqueles que entraram ilegalmente.

“Ele precisa encontrar uma maneira mais gentil de lidar com os estrangeiros ilegais, não apenas dizer que tudo é preto ou branco, porque há muito cinza em tudo”, afirmou ela. “Precisamos mostrar muito mais humanidade às pessoas que não são americanas também.”

Com Trump enfrentando protestos em todo o país contra suas políticas de imigração, reclamações crescentes sobre o custo de vida e tensões com países, da Dinamarca à Colômbia, Kenney e outros 19 eleitores de Trump falaram à Reuters sobre o que querem que ele realize no próximo ano.

Quase todos elogiaram seu desempenho no primeiro ano. Eles apoiaram políticas que, segundo as pesquisas, alarmaram muitos norte-americanos — aumento da fiscalização da imigração nas cidades dos EUA, tarifas sobre parceiros comerciais, cortes profundos na força de trabalho federal e captura do presidente da Venezuela.

TRUMP SOB PRESSÃO ANTES DAS ELEIÇÕES

Os eleitores — com quem a Reuters conversou mensalmente durante o ano passado — disseram esperar que o presidente promova mais mudanças nos próximos meses, conforme aumenta a pressão para ajudar seus colegas republicanos a manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

Seis dos eleitores praticamente não criticaram a Presidência de Trump até o momento, enquanto três estavam muito insatisfeitos com seu desempenho no ano passado. Os 11 eleitores restantes tiveram avaliações mais variadas, embora nenhum deles tenha dito que se arrependeu de seu voto.

Os objetivos mais comuns que os eleitores querem que Trump busque são a reforma da imigração e um foco mais nítido em questões domésticas — reforma da saúde, redução da fraude em programas públicos e redução da dívida nacional — em detrimento da política externa.

Quatorze disseram estar decepcionados com a recente retórica do presidente sobre a anexação de países estrangeiros e sua tendência de inflamar divisões por meio de publicações nas redes sociais.

“Gostaria que ele se concentrasse muito mais nos Estados Unidos”, disse Robert Billups, de 34 anos, um contador desempregado no Estado de Washington.

Billups votou em Trump na esperança de obter cuidados de saúde mais baratos e gastos governamentais mais transparentes. Embora veja poucas melhorias nessas frentes, Billups mantém que Trump ainda era “provavelmente a melhor opção” nas eleições de 2024.

Questionado sobre o assunto, o porta-voz da Casa Branca Kush Desai disse em comunicado: “O governo Trump continua focado em continuar a esfriar a inflação, acelerar o crescimento econômico, proteger nossas fronteiras e deportar em massa estrangeiros ilegais criminosos”.

As tarifas de Trump, seu desdém por juízes e autoridades norte-americanas com quem discorda e as recentes “ameaças” de tomar a Groenlândia e outros países renderam ao presidente uma “nota zero” de Steve Egan, de 65 anos, distribuidor de produtos promocionais em Tampa.

Egan disse que sua principal esperança para 2026 é que Trump “fique na sua” e não provoque uma crise constitucional.

“Quando Trump deixar o cargo, sinto muito, não posso votar nos democratas em geral, mas se houver um democrata que fale com mais sensatez do que Trump, então provavelmente votarei nele”, afirmou Egan.

(Reportagem adicional de Ted Hesson)

((Tradução Redação São Paulo))

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