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Bad Bunny transforma show do intervalo do Super Bowl em carta de amor a Porto Rico com surpresa de Lady Gaga

Reuters9 de fev de 2026 às 11:24

Por Angelica Medina

- Bad Bunny transformou o Levi's Stadium em uma vibrante homenagem a Porto Rico durante o show do intervalo do Super Bowl no domingo, proporcionando uma viagem cheia de energia pela cultura da ilha, com a participação surpresa de Lady Gaga e uma homenagem do pioneiro do reggaeton Daddy Yankee.

O espetacular intervalo marcou um momento histórico para a música latina no maior palco dos Estados Unidos, após a apresentação recorde de Kendrick Lamar no ano passado, que atraiu mais de 130 milhões de espectadores, com Bad Bunny usando a plataforma para celebrar sua herança cultural e, ao mesmo tempo, consolidar o lugar do reggaeton na cultura mainstream norte-americana.

A escolha de Bad Bunny, cujo nome completo é Benito Antonio Martinez Ocasio, para se apresentar no show do intervalo gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros conservadores devido às críticas abertas do artista à política de imigração dos EUA.

No domingo, Trump disse nas redes sociais que o show do intervalo do Super Bowl liderado pelo cantor foi "absolutamente terrível".

Vestido com um terno branco, o astro de 31 anos abriu o show com "Tití Me Preguntó" enquanto caminhava por cenas cuidadosamente elaboradas da vida porto-riquenha — agricultores com chapéus tradicionais, jogadores de dominó e boxeadores.

A apresentação atingiu seu auge em um palco secundário chamado "La Casita" (a casinha), onde ele cantou "Yo Perreo Sola", "Safaera" e "Party", enquanto celebridades como Pedro Pascal, Karol G, Cardi B e Jessica Alba foram vistas dançando na multidão.

Em um dos momentos mais teatrais do show, Bad Bunny atravessou o teto de "La Casita" enquanto cantava "Voy a Llevarte Pa' PR" e, em seguida, moveu-se para um caminhão branco, onde dançarinos dançavam ao som de um medley em homenagem às raízes do reggaeton — "Gasolina", de Daddy Yankee, "Dale Don Dale", de Don Omar, e seu próprio sucesso, "EoO".

"Se estou aqui no Super Bowl 60 é porque nunca parei de acreditar em mim mesmo", declarou ele enquanto os violinos entoavam "Monaco".

Um casamento encenado com a icônica La Rana Concho, exibido nos telões do estádio, preparou o cenário para a entrada surpresa de Lady Gaga, com a superestrela pop cantando uma versão salsa de "Die With A Smile" antes de dançar com ele "BAILE INoLVIDABLE".

Ele então fez a transição para "NUEVAYol" enquanto uma criança e sua família eram mostrados assistindo à cerimônia do Grammy Awards, na qual ele ganhou o prêmio de Álbum do Ano — a primeira vez que o prêmio foi concedido a um álbum em espanhol.

Ricky Martin apareceu para "LO QUE LE PASÓ A HAWAii" enquanto Bad Bunny hasteava a bandeira porto-riquenha e cantava "El Apagón", com o estádio explodindo em luzes antes de ele apresentar "CAFé CON RON" e gritar "Deus abençoe a América!" enquanto nomeava todos os países do continente durante um desfile de bandeiras.

"A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor" foi exibido no estádio, enquanto ele se despedia do público com "DtMF", a faixa-título de seu álbum vencedor do Grammy, "Debí Tirar Más Fotos".

O Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13 e conquistou o título da temporada da NFL, a liga de futebol americano dos Estados Unidos.

((Tradução Redação São Paulo))

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