
Por Maria Tsvetkova e Jonathan Allen
FORT SNELLING, Minnesota, 4 Fev (Reuters) - O governo Trump anunciou a retirada imediata de cerca de 700 agentes federais de imigração de Minnesota, embora cerca de 2.000 deles ainda permaneçam no local, anunciou o czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, nesta quarta-feira.
Em uma ação sem precedentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou milhares de agentes armados para Minneapolis e arredores neste ano para deter e deportar migrantes, resultando em confrontos violentos com moradores e protestos nas ruas em todo o país.
Homan disse que a campanha de deportação era do interesse da segurança pública e que o destacamento está sendo parcialmente reduzido porque percebe uma cooperação “sem precedentes” dos xerifes eleitos de Minnesota que administram as prisões do condado, embora não tenha dado detalhes.
Diante de uma das crises políticas mais espinhosas de seu mandato, Trump enviou Homan a Minnesota no final de janeiro com a missão de amenizar a indignação vista nas ruas de Minneapolis, que se intensificou após agentes de imigração matarem a tiros cidadãos norte-americanos em duas ocasiões.
A mobilização de agentes -- 20 vezes maior do que o número normal de agentes de imigração no Estado, superando em número as forças policiais locais -- foi contestada e denunciada desde seus primeiros dias em janeiro pelo governador de Minnesota, Tim Walz, e outros democratas.
“Deixe-me ser claro: o presidente Trump tem a intenção de realizar deportações em massa durante este governo, e as ações de fiscalização da imigração continuarão todos os dias em todo o país”, disse Homan em uma coletiva de imprensa. “O presidente Trump fez uma promessa. E não recebemos nenhuma orientação em contrário.”
Os esforços agressivos do presidente em relação à deportação, parte de uma campanha nacional, provocaram protestos, críticas até mesmo de alguns de seus pares republicanos e repreensões severas de juízes federais solicitados a decidir sobre a legalidade das detenções de migrantes, cujas ordens, afirmam, estão sendo desobedecidas.
Homan disse que seu objetivo era retornar à força habitual de cerca de 150 agentes federais de imigração no Estado, mas não disse quando isso seria possível.
Trump e altos funcionários afirmam que muitos migrantes devem ser deportados, culpando-os, muitas vezes em termos generalizados, por fraudes financeiras e crimes violentos.
(Reportagem de Maria Tsvetkova em Fort Snelling, Minnesota, e Jonathan Allen em Nova York; Reportagem adicional de Katharine Jackson, Joseph Ax e Rich McKay)
((Tradução Redação Brasília))
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