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Ex-embaixador britânico nos EUA enfrenta escrutínio por causa de ligações com Epstein e vazamento de informações

Reuters2 de fev de 2026 às 17:27

Por Elizabeth Piper e Sarah Young

- O ex-embaixador britânico nos Estados Unidos Peter Mandelson recebeu dinheiro de Jeffrey Epstein e vazou um briefing confidencial do governo para ele, segundo documentos recém-divulgados, o que provocou pedidos nesta segunda-feira para que a polícia investigue o caso.

No final do domingo, Mandelson deixou o Partido Trabalhista para evitar “mais constrangimentos”, depois de ter sido demitido de seu cargo de enviado no ano passado, após revelações sobre suas conexões com o falecido criminoso sexual condenado.

Ele disse não se lembrar de nenhum pagamento, depois que arquivos parecem mostrar que ele recebeu doações de US$25 mil de Epstein. O Financial Times afirmou que ele recebeu US$75 mil no total.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que Mandelson deveria ser removido da câmara alta do Parlamento.

MANDELSON PODE ENFRENTAR MAIS INVESTIGAÇÕES

Entre o último lote de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, um email sugeria que Mandelson havia compartilhado um briefing confidencial do governo com o financista.

O memorando de um assessor do então primeiro-ministro Gordon Brown, que foi copiado para Mandelson e outros, discutia a política econômica, incluindo uma recomendação de que eles deveriam considerar a venda de ativos não estratégicos para reduzir a dívida.

Mandelson encaminhou o email para Epstein dizendo “nota interessante que foi enviada ao primeiro-ministro”, com Epstein respondendo: “Que ativos vendáveis?”

Políticos da oposição pediram à polícia que investigue se Mandelson, ministro nos governos trabalhistas de Tony Blair e Gordon Brown entre 1997 e 2010, havia violado as regras de confidencialidade.

A Polícia Metropolitana britânica não respondeu a um pedido da Reuters perguntando se eles estavam considerando abrir uma investigação.

Mandelson disse em uma carta ao Partido Trabalhista que lamentava estar mais uma vez ligado ao “furor compreensível em torno de Jeffrey Epstein”.

Mas ele disse acreditar que as alegações sobre pagamentos financeiros feitos a ele por Epstein eram falsas e que iria investigar.

O porta-voz de Starmer disse na segunda-feira que Mandelson não deveria ser membro da Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento que revisa a legislação, mas acrescentou que o primeiro-ministro não tinha o poder de removê-lo.

“Ele (Starmer) está pedindo aos membros da Câmara dos Lordes que trabalhem com o governo para modernizar os procedimentos disciplinares da Câmara, a fim de facilitar a destituição dos lordes que mancharam a reputação da Câmara”, disse o porta-voz.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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